Crise hídrica: após chuvas em SP, nível do Cantareira sobe para 30%
Principal responsável pelo abastecimento de água da Grande SP, sistema Cantareira tem leve recuperação com as chuvas dos últimos dias

O Sistema Cantareira, principal manancial para o abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo, registrou aumento no volume útil para 30% da capacidade total, conforme a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), nesta quarta-feira (11/2).
O gráfico da evolução do reservatório mostrou que o Cantareira passou os últimos meses sob atenção constante das autoridades, após oscilar repetidamente em níveis considerados críticos.

Em 8 de janeiro, o índice registrado foi de 19,9%. Em 7 de dezembro, o Cantareira também atingiu 19,9%, nível considerado crítico pela Agência Nacional de Águas (ANA). Nos dias seguintes, o cenário se agravou, com o volume útil caindo para 19,7%, o menor registrado naquele período. Já no dia 23 de janeiro, o nível apresentou leve recuperação e atingiu 21,1% do volume útil, que, apesar de baixo, era o maior patamar registrado desde novembro do ano passado.

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Ver todasApesar da melhora em parte dos sistemas, o cenário ainda exige monitoramento contínuo, especialmente nos mananciais que seguem próximos de faixas consideradas críticas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPPatamar de operação
As faixas de operação do sistema de abastecimento variam de acordo com o volume útil de água armazenado e definem os limites de retirada. Na Faixa 1, considerada normal, quando o volume é igual ou superior a 60%, o limite de captação é de 33 metros cúbicos por segundo (m³/s). Já na Faixa 2, de atenção, aplicada quando o volume fica entre 40% e 60%, a retirada máxima permitida cai para 31 m³/s.
Quando o volume atinge entre 30% e 40%, o sistema entra na Faixa 3, de alerta, com limite de retirada reduzido para 27 m³/s. A Faixa 4, de restrição, é acionada quando o volume fica entre 20% e 30%, permitindo a retirada de até 23 m³/s. Por fim, na Faixa 5, considerada especial, aplicada quando o volume útil fica abaixo de 20%, o limite de retirada é o mais restritivo, de apenas 15,5 m³/s.















