Volta de Carla Zambelli ao Brasil é "sentença de morte", diz novo advogado
Advogados brasileiro e italiano tentam revisão de decisões do STF e querem impedir extradição de Zambelli, ex-deputada federal, ao Brasil

A nova defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli, que permaneceu presa por quase um ano na Itália, está preparando uma “ofensiva” para tentar reverter suas duas condenações definitivas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados também querem impedir que ela seja extraditada ao Brasil.
Entre as estratégias adotadas estão revisões criminais no Brasil e iniciativas na justiça italiana, com representações em organismos internacionais, entre eles o Tribunal Penal Internacional (TPI) e a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
O brasileiro Eduardo Maurício assumiu recentemente a defesa da ex-deputada e atua em conjunto com o advogado italiano Pieremilio Sammarco. Maurício diz que, caso a extradição seja confirmada, o retorno dela ao Brasil “seria o mesmo que sentenciar sua morte“.

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Ver todasZambelli foi condenada a 10 anos pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por falsidade ideológica. Documentos falsos foram inseridos no sistema, incluindo um mandado de prisão fraudulento contra o ministro Alexandre de Moraes. Nesse caso, o pedido de extradição já foi negado definitivamente.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPEla também foi condenada a mais 5 anos e 3 meses de prisão pelo episódio em que apontou uma arma de fogo para um homem em São Paulo. O julgamento do pedido de extradição do caso, ocorrido às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, pode entrar na pauta da justiça italiana nos próximos dias.
Em julho, a Justiça da Itália anulou um pedido feito pelas autoridades judiciais brasileiras, mas pediu que fosse refeito na instância inferior, com retorno à Corte de Apelação de Roma.
Além do foco no pedido de extradição, os advogados de Zambelli tentam de retirar o nome dela da difusão vermelha da Interpol.
Maurício afirma que, na estratégia de revisões criminais, a defesa quer fazer com que penas altas, “desproporcionais” em relação aos processos, sejam revistas, para suprimir erros e lacunas não exploradas pela antiga defesa da ex-parlamentar.
Zambelli responde em liberdade enquanto aguarda resolução do curso do processo.













