Vice de Haddad segue indefinida com impasse entre candidatos ao Senado
Aliados petistas dizem que Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) ou Márcio França (PSB) terá de ceder à disputa pelo Senado
atualizado
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A definição da vaga de vice do pré-candidato ao governo estadual Fernando Haddad (PT) permanece em impasse que envolve Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Apesar de os três se colocarem como pré-candidatos ao Senado, segundo aliados do ex-ministro da Fazenda, a solução mais provável sairá com a desistência de um deles da disputa ao Congresso.
Tebet tem sido taxativa contra a tese, enquanto Marina não foi consultada sobre a possibilidade de assumir a vaga. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apostaria em França, apesar de Haddad demonstrar preferência por uma mulher para a vaga na disputa contra a atual gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Diante dos rumores, França reagiu na sexta-feira (29/5), reforçando que segue como pré-candidato ao Senado. Sua esposa, Lúcia França, foi candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Haddad na corrida ao governo de São Paulo nas eleições de 2022.
Ideal x possível
Ao Metrópoles, o deputado estadual Emídio de Souza (PT), coordenador do programa de governo de Haddad, disse que o anúncio final depende de um consenso complexo, que esbarra na autonomia das lideranças parceiras.
“Tem uma costura a ser feita. Você tem três candidatos ao Senado e alguém precisa desistir do Senado, e isso se faz com muita conversa, muito diálogo, que é o que está sendo feito. Não tem como impor nada a ninguém numa aliança política como essa”, avaliou Emídio. “Tem que ser uma coisa negociada, já que o perfil ideal nem sempre é possível”, ponderou.
No mesmo sentido, o deputado federal Kiko Celeguim, presidente estadual do PT, disparou que “um dos três [França, Tebet ou Marina] vai ter que ceder”. “Saindo um ali das opções, os outros dois ou as outras duas vão automaticamente melhorar ainda mais nas pesquisas eleitorais”.
O entorno da campanha de Haddad considera que a vice ideal, além da preferência por uma mulher, seja uma figura ligada ao agronegócio, como Tebet. A pecuarista Teka Vendramini (PDT) chegou a ser cotada, mas recusou, por questões pessoais. Com isso, as alternativas teriam ficado escassas.
Além disso, uma pessoa ligada à área de segurança pública é desejável. Contudo, há dificuldade para encontrar alguém da área que dialogue com valores de direitos humanos.
Já Haddad, tem exaltado as qualidades das pré-candidatas ao Senado e de França, reafirmando a cada agenda que a decisão sairá “em breve”.
França espera que a decisão venha diretamente do petista. Ele afirma que fará o que for preciso para a reeleição de Lula e Geraldo Alckmin, mas, do ponto de vista geral, não quer ser o único a ter de abrir mão do Senado.
