Haddad quer se reunir com Tebet, Marina e França para definir vice
Pré-candidato ao governo de SP, Fernando Haddad (PT) sondou a pecuarista Teka Vendramini (PDT) para ser sua vice, mas ela negou o convite
atualizado
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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse, nesta quinta-feira (7/5), que quer reunir os ex-ministros Simone Tebet e Márcio França, ambos do PSB, e a deputada federal Marina Silva (Rede-SP), juntos, antes de decidir quem irá compor com ele a chapa para disputar as eleições.
Assim como Haddad, os três chefiaram ministérios no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se colocaram como nomes para a disputa ao Senado nas eleições paulistas.
A fala de Haddad ocorre após o ex-ministro dizer que Teka Vendramini (PDT), pecuarista e ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), não tem intenção de se candidatar. Haddad foi até a casa da empresária do agronegócio, mas escutou que ela tem ressalvas em disputar as eleições.
“Ela [Teka] nunca se candidatou e apresentou algumas reservas em relação a colocar um nome na urna, mas falou que vai ajudar e eu vou voltar a conversar com Marina [Silva], [Simone] Tebet e Márcio [França], assim que for possível”, disse Haddad a jornalistas, após participar de palestra na Fundação FHC.
“A Marina está deputada, está votando as coisas, então, vou esperar reunir os três para a gente conversar sobre isso”, completou o ex-ministro, explicando porque o encontro ainda não ocorreu.
Na semana passada, em entrevista exclusiva ao Metrópoles, Haddad havia dito que gostaria de ter uma candidata a vice que fosse mulher. Nesta quinta-feira (7/5), ele não cravou que a sua chapa terá mais mulheres do que a candidatura do atual governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
“Uma coisa importante é que nossa chapa vai ter, com certeza, mais mulheres representadas [do que os adversários]”, concluiu o ex-ministro da Fazenda.
Tarcísio já definiu quem será a sua chapa. O vice-governador será Felício Ramuth (MDB-SP), que ocupa o cargo atualmente, e os candidatos ao Senado serão o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) e André do Prado (PL-SP), atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Haddad critica relação de Tarcísio com União
O ex-ministro da Fazenda de Lula aproveitou a entrevista para alfinetar o adversário. Segundo Haddad, o governo federal e o Palácio dos Bandeirantes tiveram uma relação desigual nos últimos anos.
“Um dos grandes equívocos do governador Tarcísio foi justamente não entender o que é o pacto federativo. Tudo veio de lá para cá. Daqui para lá, não foi nada. Nós ajudamos na renegociação da dívida, nós ajudamos nos empréstimos do BNDES, nós botamos o Minha Casa Minha Vida para funcionar no Estado”, disse o petista.
Haddad ainda atacou Tarcísio por ter se posicionado contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Segurança Pública, proposta frustrada do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) de Ricardo Lewandowski.
“Um erro do governador Tarcísio ter ido contra a aprovação da PEC da segurança pública da forma que o governo endereçou, porque se você não tiver troca de informações e cooperação interfederativa para combater o crime organizado, está acontecendo o quê? O Comando Vermelho está chegando em São Paulo, o PCC está indo para o norte”, criticou Haddad.
O ex-ministro da Fazenda já vem batendo na tecla de que a facção do Comando Vermelho (CV) chegou a São Paulo durante a gestão de Tarcísio no governo do Estado. Haddad publicou foi às redes sociais recentemente para fazer uma provocação sobre o alastramento do grupo criminoso no território paulista.
