Haddad acusa Tarcísio de rejeitar ajuda do governo para enfrentar CV
Em uma publicação no X, Fernando Haddad questionou o que o governador de São Paulo tem feito para enfrentar o Comando Vermelho
atualizado
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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou, nesta quarta-feira (6/5), que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) rejeitou a ajuda do governo federal para o enfretamento do Comando Vermelho (CV) em São Paulo.
Em publicação no X, Haddad questionou o que Tarcísio tem feito para controlar a chegada do CV no estado e afirmou que, sozinho, o governador não pode fazer nada.
O Comando Vermelho já está em São Paulo e o que Tarcísio está fazendo? O que pode fazer sozinho? Nada. Sozinho não se faz nada. Ele precisa do apoio federal. Um presidente da República se dispõe a trazer para o seu colo o problema da segurança pública e o governador diz não. É um…
— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) May 6, 2026
De acordo com Haddad, o erro do governador foi ser contra a PEC da Segurança Pública, que prevê a integração de todas as forças de segurança. “Não existe chance de combatermos o crime organizado de forma desorganizada”.
“Ao não entender o gesto do presidente Lula, de criar uma situação em que a cooperação se torna a regra e não a exceção, ele jogou uma oportunidade de ouro no lixo”, destacou.
Tarcísio já fez declarações públicas em outubro do ano passado afirmando que a PEC é “uma grande encenação”.
Em sequência o ex-ministro afirmou que, se eleito, apoiará uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que “faça da cooperação a regra na segurança pública”.
“Se eu for eleito governador, no primeiro dia estarei no Congresso Nacional apoiando uma PEC que faça da cooperação a regra na segurança pública, em que a troca de informações seja a norma e não a exceção”, disse.
“Se a Polícia Federal colaborar com o Ministério Público Federal e Estadual e com a Polícia Civil dos estados, resolveremos o problema. Não acontece num passe de mágica, mas temos mecanismos para combater o crime, asfixiando-o financeiramente”, completou.
