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“Turma de Brasília” deve compor núcleo duro do governo Tarcísio em SP

Governador eleito pretende trazer nomes com quem trabalhou no governo de Jair Bolsonaro (PL) para montar seu secretariado

atualizado

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Fábio Vieira/Metrópoles
tarcísio de freitas
1 de 1 tarcísio de freitas - Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

O governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) pretende formar o núcleo duro de sua gestão em São Paulo com nomes que trabalharam diretamente com ele ou em outros postos no governo de Jair Bolsonaro (PL). O grupo, que tem sua estrita confiança, é chamado de “Turma de Brasília” por aliados paulistas de Tarcísio.

Guilherme Afif, que foi assessor especial do ministro Paulo Guedes (Economia), deve assumir uma pasta central do governo, como Planejamento ou Gestão. Outros quatro nomes egressos do governo federal despontam como favoritos a ocupar um cargo no primeiro escalão do governo Tarcísio.

O primeiro deles é o economista Samuel Kinoshita, que também foi assessor de Guedes. Assim como Afif, ele deixou o governo Bolsonaro para ajudar a elaborar o programa de governo de Tarcísio na área econômica. Kinoshita é o mais cotado para assumir a Secretaria da Fazenda.

Do grupo mais próximo a Tarcísio no governo federal, devem desembarcar no secretariado paulista o advogado Arthur Pinho de Lima, ex-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), e o economista Rafael Benini, diretor da mesma estatal, que é vinculada ao Ministério da Infraestrutura e atua na estruturação de concessões.

Da ala mais alinhada ao bolsonarismo, quem tem grandes chances de integrar o futuro secretariado é o advogado José Vicente Santini, assessor especial da Presidência da República, e amigo dos filhos de Bolsonaro. Ex-secretário nacional de Justiça, ele pode assumir pasta equivalente no governo do estado.

Santini esteve presente em vários reuniões de campanha de Tarcísio e o irmão dele, o ex-policial militar Nelson Santini, cuidou da segurança do governador eleito durante o pleito. No discurso de agradecimento aos aliados após a vitória, ele enalteceu o apoio de Nelson Santini desde quando decidiu disputar a eleição.

Aliados

Após a vitória nas urnas, Tarcísio disse que também vai abrir espaço no governo para partidos que o apoiaram na eleição. adotando “critério técnico” para acolher as indicações. Considerando todo o apoio recebido no primeiro e no segundo turno, 12 partidos embarcaram na candidatura do governador eleito, mas nem todos devem ser contemplados no primeiro escalão da administração paulista.

Partidos que integraram a coligação de Tarcísio, como Republicanos, ao qual ele é filiado, o PSD de seu vice, Felício Ramuth, e o PSC do deputado federal e aliado Gilberto Nascimento, devem ganhar cargos. Das legendas que aderiram à campanha no segundo turno, deve haver espaço no secretariado ou nas autarquias e estatais, para o PSDB do governador Rodrigo Garcia, o MDB, do prefeito Ricardo Nunes, União Brasil, Progressistas e Podemos.

O PSD de Gilberto Kassab, aliado muito elogiado por Tarcísio, deve ficar com o mesmo número de secretarias que o próprio partido do governador eleito. Além de Afif e Ramuth, que são do PSD, o vice-prefeito de São José do Rio Preto, Eleuses de Paiva, deve ser nomeado na Saúde, e o ex-secretário Antonio Rizeque Malufe, nome ligado a Kassab, pode voltar ao governo. Kassab só não será secretário porque não quer. A montagem do secretaria só será anunciada a partir da próxima semana, após o retorno da viagem que Tarcísio fez com a família a Miami.

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