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Tremembé: Walter Delgatti cumpre semiaberto em presídio dos famosos

O hacker Walter Delgatti, condenado com Carla Zambelli por acessar sistemas do Judiciário, irá cumprir semiaberto em Tremembé 2

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Hacker Walter Delgatti - Metrópoles
1 de 1 Hacker Walter Delgatti - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O hacker Walter Delgatti foi transferido, nessa quarta-feira (14/1), para a Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, a Tremembé 2, conhecida como “presídio dos famosos”. A transferência ocorreu após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que concedeu ao réu a progressão para o regime semiaberto.

Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele já cumpriu quase 2 anos de pena, o que equivale a cerca de 20% da condenação e garante ao réu o direito de progressão da pena.

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Delgatti e Zambelli
O hacker Walter Delgatti Neto foi poupado no relatório final de Eliziane Gama
Walter Delgatti Neto na CPMI dos atos golpistas
Walter Delgatti Neto na CPMI dos atos golpistas
Moraes dá 48h para nova oitiva de Delgatti após denúncia de ameaças
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Moraes dá 48h para nova oitiva de Delgatti após denúncia de ameaças

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Delgatti e Zambelli
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Arte de Michael Melo sobre foto de Vinicius Schmidt e Igo Estrela
O hacker Walter Delgatti Neto foi poupado no relatório final de Eliziane Gama
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O hacker Walter Delgatti Neto foi poupado no relatório final de Eliziane Gama

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Walter Delgatti Neto na CPMI dos atos golpistas
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Walter Delgatti Neto na CPMI dos atos golpistas

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Moraes concordou com a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou a favor do novo regime ao hacker. Em parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de 22 de dezembro, a PGR citou a “boa conduta” do hacker na prisão.

Anteriormente, Delgatti estava preso na Penitenciária de Potim, informou o advogado Ariovaldo Moreira ao Metrópoles.

Defesa pediu progressão de regime com base em indulto de Lula

O defensor pediu a redução da pena do réu com base no indulto natalino concedido pelo presidente Lula (PT), em 22 de dezembro de 2025, que concede perdão de pena a pessoas presas que cumpram critérios específicos.

A defesa argumentou que o Decreto nº 12.790/2025 estabelece que os condenados que não preencham requisitos para o indulto terão direito à comutação de sua pena remanescente na fração de um quarto, desde que, até 25 de dezembro de 2025, tenham cumprido um quarto da pena, se reincidentes.

“No presente caso, o cálculo de 1/4 da pena total corresponde a 2 anos e 22 dias. O executado atingiu este marco temporal em 24/08/2025. Portanto, na data de corte estabelecida (25/12/2025), o requisito objetivo estava plenamente satisfeito”, escreveu a defesa.

Zambelli foi condenada no mesmo processo

Outra condenada pela invasão do CNJ é a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL), que renunciou ao mandato no mês passado, em dezembro. Ela está presa na Itália após fugir do Brasil para escapar do cumprimento da pena, e foi sentenciada a 10 anos de prisão em regime inicial fechado e multa no valor de 2 mil salários-mínimos.

Zambelli também tem outra condenação, de 5 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa correspondente a 400 salários-mínimos, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

O Brasil aguarda a extradição da ex-parlamentar, que foi a mais votada de São Paulo, atrás apenas de Guilherme Boulos (PSol), nas eleições de 2022.

Hacker invadiu sistemas judiciários

A ex-deputada Carla Zambelli e o hacker Walter Delgatti teriam invadido seis sistemas do Poder Judiciário por 13 vezes.

Eles teriam inserido nas plataformas 16 documentos falsos, incluindo um mandado de prisão, uma ordem de quebra de sigilo bancário e outra de bloqueio de bens contra o ministro Alexandre de Moraes.

Denúncia da PGR afirma que os dois queriam “adulterar dados, tudo no intuito de prejudicar a administração do Judiciário, da Justiça e da credibilidade das instituições e gerar, com isso, vantagens de ordem política para a denunciada”.

Delgatti e Zambelli responderam por invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. Eles negam as acusações.

Tremembé tem derrocada de famosos

Condenado por estupro e agressão, o empresário Thiago Brennand foi um dos primeiros réus de repercussão a ser transferido de Tremembé, onde ele estava preso desde 2024. Em 12 de novembro, o condenado foi levado à Penitenciária I de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.

A mudança, que atende a um pedido da defesa de Brennand, ocorre menos de um mês após ele aparecer em um vídeo institucional no qual afirmou que Tremembé tem “menos problemas do que um colégio”. Anteriormente, cumpria pena no CDP de Pinheiros I, na capital paulista.

Em seguida, o ex-jogador Robinho, condenado por estupro na Itália, também deixou a prisão de Tremembé. Ele foi transferido para um presídio em Limeira, em 17 de novembro.

Depois, o assassino confesso da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, Ronnie Lessa, foi transferido da Penitenciária I de Tremembé, no interior de São Paulo, para a Penitenciária IV do Distrito Federal, em Brasília. A transferência ocorreu em 22 de novembro.

E em 18 de dezembro foi a vez de Fernando Sastre Andrade Filho, de 25 anos, deixar Tremembé. O réu, preso por dirigir um Porsche em alta velocidade e causar a morte de um motorista de aplicativo, foi transferido para a Penitenciária II de Potim, a menos de 50 quilômetros de distância.

Outros condenados famosos respondem aos respectivos processos em liberdade condicional e não estão mais na unidade prisional. É o caso de Alexandre Nardoni, Anna Carolina Jatobá, Cristian Cravinhos, Daniel Cravinhos, Suzane Von Ritchofen e Elize Matsunaga.

Já dentre os presos de grande repercussão que continuam em Tremembé, está o médico Roger Abdelmassih, de 82 anos, que cumpre pena de 173 anos de prisão após ter sido condenado por crimes sexuais contra 37 pacientes, entre 1995 e 2008.

A defesa dele, que sempre negou todas as acusações, pediu à Justiça de São Paulo a concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando que o réu corre “risco de morte súbita” na prisão.

Outro que segue na Penitenciária de Tremembé é Lindemberg Alves. Condenado a 39 anos de prisão por matar a ex-namorada Eloá Pimentel, em 2008, o criminoso teve o semiaberto concedido e revogado duas vezes. Agora, tem direito apenas a saídas temporárias durante o ano.

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