Tratando leucemia, menina comemora liberação para ir à praia em SP
Menina de 5 anos venceu fase mais crítica da leucemia e recebeu liberação médica para voltar ao lugar favorito
atualizado
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Lutando contra a leucemia há quase um ano, uma menina de 5 anos natural de Rio Claro, interior de São Paulo, comemorou a primeira liberação médica após vencer a fase mais crítica do tratamento indo ao seu lugar favorito: a praia.
Em vídeos que circulam nas redes sociais, a menina Clara Faust é vista nas ruas da cidade de Praia Grande, litoral paulista, em uma de primeiras saídas desde o início do tratamento, que começou há cerca de 10 meses. Nas imagens, é possível ver os motoristas da cidade buzinando como forma de comemoração e apoio.
Em entrevista ao Metrópoles, a mãe de Clara, Raphaela Faust, explicou a importância da comemoração para a família.
“Ela agora entrou na fase de manutenção, que é considerada uma fase mais ‘tranquila’. Até o final do ano ela ainda passará por mais sessões de quimioterapia, porém ela já foi liberada para voltar à escola e à praia, um de seus locais favoritos”.
Raphaela explicou também que momentos como o do vídeo, apesar de muito especiais, não serão tão recorrentes no momento pois a criança ainda precisa realizar exames a cada 15 dias para acompanhar sua imunidade durante o tratamento, que está sendo feito no Hospital Boldrini, em Campinas.
“Nosso intuito com a página no Instagram é divulgar a história e conscientizar as pessoas sobre a leucemia e a importância da doação de sangue e do diagnóstico precoce, que foi o que salvou a vida da minha filha. Mais pra frente, temos a intenção de iniciar uma campanha com foco em incentivar a doação de sangue aos hospitais que tanto precisam”, comentou a mãe.
Descoberta da doença
Raphaela, mãe de Clara, contou que o diagnóstico chegou no dia 2 de julho de 2025, no aniversário de 5 anos da menina. Ela e a filha passaram por diversos médicos antes de receberem o positivo para leucemia, um câncer no sangue.
“A gente não tinha entendimento da doença, nem alguns médicos entendiam. Se a gente já tivesse conhecimento sobre, poderíamos ter questionado os primeiros resultados. Então, divulgar a história da minha filha pode ampliar o conhecimento e evitar que se descubra tarde demais”, contou a mãe.
De julho até agora, Clara já passou por diversas internações e quimioterapias. Na fase atual, considerada mais “tranquila” pelos médicos, a mãe conta que a menina ainda passará por mais 104 sessões de quimioterapia intramuscular, 730 via oral e 12 intratecal, na região da medula espinhal, durante 2 anos. A família segue compartilhando nas redes o dia a dia e segue confiante na cura.
