Toffoli ordenou prisão de 1 dia para evitar fuga de cunhado de Vorcaro
Fabiano Zettel foi localizado pela PF no aeroporto embarcando para Dubai. Ele teve passaporte apreendido e fica impedido de deixar país
atualizado
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Na decisão que deu origem à 2ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (14/1) pela Polícia Federal (PF), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou que o cunhado de Daniel Vorcaro fosse preso temporariamente por 24 horas para evitar uma possível fuga. A ação, que teve início nas primeiras horas do dia, aprofunda as investigações sobre suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master.
Fabiano Campos Zettel viajaria às 5h para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O empresário estava no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, quando foi localizado pelos agentes federais, enquanto se preparava para embarcar. Ele teve bens e passaporte apreendidos, ficando impedido de deixar o país.
A decisão de Toffoli, assinada nessa terça-feira (13/1), estabelecia que a prisão temporária de Zettel teria validade até as 7h horas desta quarta. Segundo o ministro, essa seria “medida imprescindível” para as investigações desenvolvidas.
“A liberdade do investigado prejudicar a coleta da prova, especialmente as demais diligências determinadas”, afirmou Toffoli, acrescentando a necessidade do cumprimento de busca pessoal no aeroporto.
Zettel foi detido no aeroporto e liberado posteriormente pela PF.
Compliance Zero
Na segunda fase da operação Compliance Zero, havia no total 42 mandados de busca e apreensão, incluindo endereços do próprio Vorcaro e de outros parentes dele, como o pai e a irmã, além do bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e valores.
Casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel é pastor evangélico e ganhou destaque no empreendedorismo, especialmente com marcas de rede de alimentos, e uma academia de luxo. É fundador e CEO da Moriah Asset, fundo de private equity que investe em negócios no ramo de frutas e suplementos fitness.
O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também estavam entre os alvos da operação da Polícia Federal.
A investigação detectou que havia captação de dinheiro, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e parentes.
