Mirelle Pinheiro

Compliance Zero: pai, irmã, cunhado e primo de Vorcaro são alvo da PF. Veja vídeo

Parte das diligências ocorreu em endereços localizados na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros do país

atualizado

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A segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta quarta-feira (14/1), ampliou o alcance da investigação contra o banqueiro Daniel Vorcaro e passou a atingir também familiares próximos do empresário.


O pai, a irmã, o cunhado e um primo de Vorcaro estão entre os alvos de buscas, todos suspeitos de envolvimento em operações financeiras fraudulentas ligadas ao Banco Master.

A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e resultou no cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Parte das diligências ocorreu em endereços localizados na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros do país.

Durante as buscas, agentes da Polícia Federal apreenderam carros importados, incluindo modelos da BMW e Land Rover, além de armas de fogo com munições e relógios de alto valor, bens que agora serão analisados no contexto da investigação patrimonial.

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Carros de luxo e arma apreendida em operação contra pessoas ligadas a Daniel Vorcaro
Os carros de luxo foram apreendidos durante cumprimento de mandados de busca e apreensão
Mandados contra pessoas ligadas a Vorcaro são cumpridos nesta quarta
Relógios apreendidos em operação contra pessoas ligadas a Daniel Vorcaro
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Carros de luxo foram apreendidos em operação contra Daniel Vorcaro
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Carros de luxo foram apreendidos em operação contra Daniel Vorcaro

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Carros de luxo e arma apreendida em operação contra pessoas ligadas a Daniel Vorcaro
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Os carros de luxo foram apreendidos durante cumprimento de mandados de busca e apreensão
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Os carros de luxo foram apreendidos durante cumprimento de mandados de busca e apreensão

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Mandados contra pessoas ligadas a Vorcaro são cumpridos nesta quarta
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Mandados contra pessoas ligadas a Vorcaro são cumpridos nesta quarta

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Relógios apreendidos em operação contra pessoas ligadas a Daniel Vorcaro
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Defesa de Vorcaro

Em nota, a defesa do dono do Master “informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência”.

“O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais”.

Bloqueio bilionário

Além das apreensões, o STF determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

A operação apura crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

De acordo com os investigadores, os familiares de Vorcaro teriam participado de estruturas paralelas de movimentação financeira, auxiliando na circulação e ocultação de valores oriundos das operações sob suspeita.

Títulos com promessas irreais

O foco principal da investigação segue sendo o Banco Master, instituição liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central após a primeira fase da operação, realizada em novembro do ano passado.

À época, sete pessoas foram presas — cinco preventivamente e duas temporariamente.

Segundo a Polícia Federal, o banco teria comercializado Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessas de rendimentos até 40% acima da taxa média do mercado, prática considerada incompatível com padrões financeiros regulares.

A estimativa é de que o volume total das fraudes investigadas possa alcançar R$ 12 bilhões.

Questionamentos sobre a liquidação

A liquidação do Banco Master ainda é alvo de debate institucional. O procedimento passou a ser analisado pelo Tribunal de Contas da União, após questionamentos do ministro Jonathan de Jesus, que solicitou esclarecimentos ao Banco Central sobre possíveis indícios de uma liquidação considerada precipitada. O processo tramita sob sigilo.

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