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Tarcísio questiona ação do PCC no caso metanol: “Qual a evidência?”

Governador afirmou que casos de adulteração de destilados com metanol investigados no estado não apresentam ligações entre si

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Mais de 1.200 soldados serão enviados para reforçar a segurança após chegada de líderes do PCC a presídios do interior de São Paulo - Metrópoles
1 de 1 Mais de 1.200 soldados serão enviados para reforçar a segurança após chegada de líderes do PCC a presídios do interior de São Paulo - Metrópoles - Foto: O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), questionou nesta sexta-feira (3/10) as alegações de que o crime organizado pode estar por trás dos casos de adulteração de bebidas destiladas com metanol no estado. Segundo Tarcísio, os casos investigados pela Polícia Civil até o momento não apresentam ligação entre si.

“A gente não pode sair afirmando isso de forma leviana para causar um pânico na população sem mostrar uma evidência.
Qual é a evidência que nós temos? Até agora, o que a gente prendeu de pessoas, o que a gente desarticulou de destilarias, eram (casos) isolados, não tinham uma relação um com o outro”, afirmou o governador durante agenda em Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo.

Tarcísio avalia que o problema de adulteração de bebidas é estrutural.

“A gente tem que discutir o problema do ponto de vista estrutural. Por que as leis que existem de economia circular, que preveem a forma de descarte regular das garrafas, não são cumpridas ou não são fiscalizadas? Por que é tão fácil reaproveitar garrafas que são insumo fundamental para pacificação? (…) Estruturalmente, como é que a gente vai fiscalizar a questão da bebida?”, questionou o governador.

Tarcísio afirmou, ainda, que os estabelecimentos que estiverem vendendo bebidas falsificadas poderão ter sua inscrição estadual cancelada de forma cautelar.


Disputa política

  • Embora a Polícia Civil afirme que não há evidências de envolvimento de grupos criminosos como o PCC no caso, a Polícia Federal, que também investiga a onda de intoxicações, diz que apura possível participação do crime organizado na prática.
  • “A Polícia Civil de São Paulo tem bastante experiência em lidar com crime organizado e não está se mostrando uma relação. Parece ser, sim, um crime de falsificação que é generalizado, como o contrabando de cigarro é generalizado”, disse Tarcísio.
  • Ao negar que haja evidências sobre isso, Tarcísio passou a ser criticado por opositores. O “confronto” de linhas de investigação nos âmbitos estadual e federal também alimentou especulações sobre uma disputa de protagonismo nos bastidores entre os governos Tarcísio e Lula.
  • “Não estou preocupado com disputa de narrativa. A gente não pode transformar tudo em disputa política. Estamos com um caso na mão de segurança pública e de saúde pública sobretudo. Precisamos dar tranquilidade para a população, para o próprio comerciante que opera dentro da regra do jogo, para o fabricante que vai ser prejudicado com o temor generalizado. Precisamos entender como a gente vai estruturar o Estado para combater fraude, falsificação e contrabando”, disse o governador paulista.

 

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