Tarcísio critica novo tarifaço dos EUA ao Brasil: “Não faz sentido”
Governador de SP, que em 2025 endossou a tributação de 50% imposta por Trump, avalia que a medida de agora prejudicará a economia nacional
atualizado
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nesta terça-feira (2/6) a proposta de taxar em 25% as importações brasileiras apresentada pelo governo norte-americano. Segundo o chefe do Palácio dos Bandeirantes, que no ano passado endossou a tributação de 50% ao Brasil, avaliou, agora, que a medida atual prejudicará a economia nacional.
“A gente recebe com muita preocupação essa possibilidade de um novo tarifaço, que está em consulta, e aí tem uma data fatal agora no mês de julho. É algo que prejudica o Brasil, prejudica empresas brasileiras e empregos brasileiros, prejudica o agronegócio, prejudica a indústria”, disse o governador durante coletiva de imprensa, em evento de duplicação de rodovia, entre Araras e Rio Claro, no interior paulista.
No ano passado, o governador de São Paulo chegou a apoiar o tarifaço de Trump contra o Brasil. À época, Tarcísio disse que a tributação poderia favorecer a agroindústria brasileira e ajudar o país a alcançar novos mercados. “Cria uma janela de oportunidade para o Brasil”, defendeu, em abril de 2025.
Nessa segunda-feira (1°/6), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs taxar as importações brasileiras para punir práticas que chama de “irrazoáveis”. A proposta consta na conclusão da investigação aberta sobre o Pix pelo governo norte-americano, mas a decisão final cabe ao presidente Donald Trump.
Tarcísio criticou a investigação “que pega várias questões em que os Estados Unidos não são referência nem exemplo”, como o combate ao desmatamento. “Não faz o menor sentido. Vai numa linha contrária ao que foi a linha da prosperidade americana ao longo do tempo, que foi construída em cima do mercado livre, do mercado aberto, do mercado competitivo, inovador, do sistema financeiro forte”, disse.
O governador de São Paulo afirmou que o cenário exigirá um grande esforço da diplomacia brasileira para evitar que entre em vigor no prazo previsto, de 15 de julho. “A gente espera que haja uma orientação firme do governo federal à nossa diplomacia, que eles possam estabelecer as conversas, entender quais são os interesses por trás de uma medida dessa, que uma medida dessa carregue interesses por trás e que eles possam sentar à mesa, negociar e defender o interesse nacional”.
Após a repercussão negativa sobre o tarifaço, o próprio Flávio Bolsonaro informou que enviou, nesta terça (2/6), um ofício ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para solicitar que o governo Trump não imponha novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Em julho de 2025, contudo, Flávio chegou a comemorar as medidas econômicas contrárias ao Brasil. “Obrigado, Trump. Faça o Brasil livre de novo”, postou em rede social.