Tarcísio apoia ação da PM em Reitoria da USP: “Não é local de baderna”. Veja vídeo

Em meio à greve por reajuste em auxílio, PM usou bombas e “corredor polonês” para retirar estudantes da Reitoria na madrugada de domingo

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Imagem colorida mostra PM em desocupação da reitoria da USP. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra PM em desocupação da reitoria da USP. Metrópoles - Foto: Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), saiu em defesa da ação da Polícia Militar (PM) que reintegrou a posse da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no último domingo (10/5). Tarcísio afirmou, na tarde desta terça-feira (12/5), que a USP “não pode ser um espaço de baderna, de depredação” e que a polícia “agiu como tinha que agir”.

“A gente está falando de financiamento público, aquilo é para todos, não pode haver depredação. E a polícia agiu então como tinha que agir, dentro dos limites da legalidade”, declarou.

Segundo o governador, a própria USP chamou a Polícia Militar quando houve a ocupação do prédio da Reitoria. No entanto, a universidade negou ter sido avisada sobre a reintegração na madrugada.

Durante a ação, cerca de 50 policiais militares agrediram estudantes com cassetetes e utilizaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para desocupar a Reitoria. O prédio estava ocupado por estudantes desde a quinta-feira (7/5), em meio à greve motivada pelo aumento de benefício estudantil.

Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), dezenas de alunos ficaram feridos e quatro foram detidos. Na versão da Secretaria da Segurança Pública (SSP), contudo, a desocupação foi concluída sem registros de feridos.

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Durante a ocupação, a PM foi acionada
Polícia Militar agiu para conter a manifestação
Em comunicado, a reitoria não cedeu às exigências feitas pelos estudantes
O ato iniciou por volta das 14h, e portões do prédio foram derrubados às 16h pelos estudantes que estavam na manifestação
Greve na universidade já dura 3 semanas
"Os estudantes começaram a marchar para perto da grade, depois avançaram para a porta de vidro e empurraram ela até cair", afirmou um aluno
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"Os estudantes começaram a marchar para perto da grade, depois avançaram para a porta de vidro e empurraram ela até cair", afirmou um aluno

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Durante a ocupação, a PM foi acionada
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Durante a ocupação, a PM foi acionada

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Polícia Militar agiu para conter a manifestação
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Polícia Militar agiu para conter a manifestação

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Em comunicado, a reitoria não cedeu às exigências feitas pelos estudantes
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Em comunicado, a reitoria não cedeu às exigências feitas pelos estudantes

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O ato iniciou por volta das 14h, e portões do prédio foram derrubados às 16h pelos estudantes que estavam na manifestação
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O ato iniciou por volta das 14h, e portões do prédio foram derrubados às 16h pelos estudantes que estavam na manifestação

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Greve na universidade já dura 3 semanas
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Greve na universidade já dura 3 semanas

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O saguão da Reitoria da USP foi ocupado, em protesto pelo posicionamento da gestão da universidade em encerrar as negociações sobre as demandas cobradas na greve
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O saguão da Reitoria da USP foi ocupado, em protesto pelo posicionamento da gestão da universidade em encerrar as negociações sobre as demandas cobradas na greve

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A principal motivação da manifestação, é a divergência dos alunos com a decisão de reajuste do PAPFE
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A principal motivação da manifestação, é a divergência dos alunos com a decisão de reajuste do PAPFE

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Alunos ocupam prédio da Reitoria da USP
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Alunos ocupam prédio da Reitoria da USP

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A pasta acrescentou que teriam sido apreendidos entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes no prédio. Um boletim de ocorrência por dano ao patrimônio público e alteração de limites foi registrado no 7º Distrito Policial (Lapa). Após a qualificação, os detidos foram liberados.


Entenda a greve na USP

  • A principal motivação da manifestação é a divergência dos alunos com a decisão de reajuste do PAPFE (Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil) – política de auxílio socioeconômico da universidade.
  • Atualmente, o valor do benefício é de R$ 885 por mês, para alunos que não residem na moradia estudantil, e R$ 330 para os residentes.
  • Os estudantes, no entanto, propõem aumento do valor para R$ 1.804, o equivalente a um salário mínimo paulista.
  • Em comunicado emitido no dia 29/4, a Reitoria informou que não iria acatar o pedido de aumento do auxílio. O documento também encerrou as possibilidades de negociação para esse assunto e para as demais demandas exigidas pelo corpo discente.

O DCE responsabilizou o reitor da USP, Aluísio Segurado, e o chefe de gabinete do reitor, Edmilson de Freitas, pela violência e questionou sobre a ação ter sido realizada sem determinação judicial.

Por parte da USP, a universidade lamentou os acontecimentos e repudiou que a “violência substitua o diálogo, a pluralidade de ideias e a convivência democrática como forma de avanço de pautas e solução de controvérsias”. A Reitoria afirmou que continuará atuando com responsabilidade institucional, buscando a pacificação do ambiente universitário.

A USP acrescentou que manteve diálogo com o movimento estudantil, mas que as tratativas chegaram a um limite por causa da impossibilidade de atendimento das demandas dos alunos. “A Reitoria segue aberta a um novo ciclo de diálogo com a finalidade de consolidar o que já foi encaminhado nas reuniões com a representação estudantil, o que pressupõe a manutenção do direito de ir e vir em todos os espaços da Universidade.”

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