STF rejeita ações contra privatização da Sabesp, bandeira de Tarcísio

O relator Cristiano Zanin afirmou que as ações não tinham fundamentação específica para análise na Corte. Decisão em plenário foi unânime

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Foto: Mônica Andrade/Gov SP
Governador Tarcísio de Freitas comemora leilão de privatização da Sabesp, na sede da B3
1 de 1 Governador Tarcísio de Freitas comemora leilão de privatização da Sabesp, na sede da B3 - Foto: Foto: Mônica Andrade/Gov SP

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, por unanimidade, duas ações que questionavam a privatização da Sabesp, companhia de saneamento básico de São Paulo cujo controle foi repassado à iniciativa privada pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em julho de 2024, pelo valor de R$ 14,7 bilhões.

Uma das ações foi movida por cinco partidos de oposição a Tarcísio — PT, PSol, PCdoB, PV e Rede Sustentabilidade — e questionava a lei que autorizava a celebração de contratos de prestação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além do contrato de concessão com a Sabesp e do cronograma de privatização da estatal.

Em outra ação, o PT contestava a lei estadual, que autorizou o Poder Executivo a realizar a desestatização da Sabesp, com alienação de participação societária. A privatização da companhia foi promessa de campanha de Tarcísio, nas eleições de 2022.

Relator das ações no STF, o ministro Cristiano Zanin afirmou em seu voto que os partidos não apresentaram fundamentação “congruente e específica” que permitisse a análise da constitucionalidade para a maior parte dos artigos da lei que foram questionados.

Para Zanin, impugnações genéricas e que não tenham uma fundamentação concreta não são admissíveis no âmbito do controle concentrado de constitucionalidade.

Ainda segundo Zanin, as ações questionam aspectos técnicos e efeitos concretos da privatização, e essa questão exigiria verificar se obrigações e aspectos contratuais estão de acordo com a legislação, além da produção e do exame de provas, que são incompatíveis com o tipo de ação protocolada na Corte.

O julgamento foi realizado no plenário virtual do STF, concluído no fim de março.


Entenda o caso

  • Partidos de oposição ao governo Tarcísio de Freitas questionavam no STF leis que tratavam da privatização da Sabesp.
  • O governador se reuniu com ministros do Supremo às vésperas do julgamento das ações.
  • A companhia foi vendida à iniciativa privada em julho de 2024, pelo valor de R$ 14,7 bilhões.
  • A ação movida por partidos de oposição questionaram uma lei que autorizou a celebração de contratos de prestação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além do contrato de concessão com a Sabesp e do cronograma de privatização da estatal.
  • A segunda ação, movida pelo PT, questionava legislação que autorizou o Poder Executivo a realizar a desestatização da Sabesp, com alienação de participação societária.
  • A decisão do STF foi unânime, no plenário virtual.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?