Solto há 2 dias, homem que agrediu ex em elevador volta a ser preso

Ex foi agredida dentro de um elevador no local de trabalho. Após soltura, Justiça determinou nova prisão por risco à integridade da vítima

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Caso aconteceu em Guarulhos, na região metropolitana de SP. Câmeras de segurança flagraram o homem socando a ex no elevador da empresa - Metrópoles
1 de 1 Caso aconteceu em Guarulhos, na região metropolitana de SP. Câmeras de segurança flagraram o homem socando a ex no elevador da empresa - Metrópoles - Foto: Reprodução

Solto há dois dias após agredir a ex-companheira dentro do elevador do local de trabalho dela, Ronaldo Ferreira de 20 anos voltou a ser preso nesta quinta-feira (19/3), após decisão da Justiça de São Paulo que atendeu a um pedido do Ministério Público.

A prisão preventiva foi determinada pela 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), após recurso apresentado pelo promotor Gustavo Macri Morais. A medida revoga a liberdade provisória concedida em audiência de custódia na última terça-feira (17/3), quando o agressor havia sido solto com a imposição de medidas cautelares.

No recurso, o Ministério Público argumentou que a liberdade do acusado representava risco à ordem pública e à integridade da vítima, além de poder incentivar novos casos de violência doméstica. Ao analisar o caso, o TJSP considerou a possibilidade de o homem voltar a cometer agressões ou até fugir, especialmente diante da repercussão do episódio.

Agredida dentro do elevador

O crime ocorreu na última segunda-feira (16), em Guarulhos, na Grande São Paulo. De acordo com as investigações, o agressor invadiu o prédio onde a ex-companheira trabalha, passou pela catraca e a perseguiu até um elevador, onde atacou a ex com socos. As agressões só foram interrompidas após a intervenção de uma mulher que acompanhava a vítima. Em seguida, ele fugiu do local. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da agressão e deram grande repercussão ao caso, veja abaixo:

 

Segundo o Ministério Público, o crime teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento e por uma ação de pensão alimentícia movida pela vítima, com quem o agressor tem um filho de sete meses. O acusado foi denunciado por lesão corporal com agravante de violência contra a mulher, além de coação no curso do processo. Antes da nova decisão, ele estava proibido de se aproximar da vítima a menos de 300 metros e de manter qualquer tipo de contato.

Como pedir ajuda em casos de violência

Mulheres em situação de violência podem buscar ajuda por meio da Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Pelo canal, é possível receber orientações sobre direitos, leis e serviços de apoio, além de informações sobre locais de atendimento, como delegacias especializadas, centros de referência e defensorias públicas. O Ligue 180 também permite registrar denúncias, que são encaminhadas aos órgãos competentes, e fazer reclamações ou elogios sobre os atendimentos prestados.

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