Justiça comum mantém prisão de coronel acusado de matar esposa PM

Segundo a Justiça comum, a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto não teve irregularidades e ele seguirá preso no Romão Gomes

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Fábio Vieira/Especial Metrópoles
Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na manhã desta quarta-feira (18/3) - Metrópoles
1 de 1 Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na manhã desta quarta-feira (18/3) - Metrópoles - Foto: Fábio Vieira/Especial Metrópoles

O Tribunal de Justiça (TJSP) de São Paulo manteve a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, após a audiência de custódia presencial realizada nesta quinta-feira (19/3). O oficial foi preso nessa quarta-feira (18/3), acusado de matar a esposa policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, um mês antes.

Segundo a Justiça, não foram identificadas irregularidades no cumprimento de mandado de prisão expedido pelo tribunal comum e, por isso, o coronel seguirá preso.

Justiça comum mantém prisão de coronel acusado de matar esposa PM - destaque galeria
13 imagens
WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
Soldado foi ferida com a arma do marido
Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas
Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
1 de 13

Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas

Arquivo Pessoal
WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada
2 de 13

WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada

Arquivo Pessoal
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
3 de 13

No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita

Arquivo Pessoal
Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
4 de 13

Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado

Arquivo Pessoal
Soldado foi ferida com a arma do marido
5 de 13

Soldado foi ferida com a arma do marido

Arquivo Pessoal
Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas
6 de 13

Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas

Arquivo Pessoal
Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro
7 de 13

Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro

Arquivo Pessoal
A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento
8 de 13

A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento

Arquivo Pessoal
Justiça comum mantém prisão de coronel acusado de matar esposa PM - imagem 9
9 de 13

Reprodução/Redes Sociais
Justiça comum mantém prisão de coronel acusado de matar esposa PM - imagem 10
10 de 13

Arte/Metrópoles
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
11 de 13

Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
12 de 13

Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

Instagram/Reprodução
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
13 de 13

Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

Instagram/Reprodução

A Corte havia decretado a prisão preventiva de Geraldo Neto no final da tarde de quarta-feira (18/3), atendendo a um pedido da Polícia Civil, feito nessa terça-feira (17/3), após conclusão do inquérito que investiga o caso.

O Ministério Público do estado (MPSP) se manifestou favorável à prisão e denunciou o tenente-coronel por feminicídio com duas qualificadoras – motivo torpe e meio que dificultou a defesa da vítima – e fraude processual. Ele é acusado de alterar a cena do crime.

A Justiça comum aceitou a denúncia e expediu o mandado de prisão preventiva. O coronel, no entanto, já estava preso desde a manhã dessa quarta, quando foi detido em casa por agentes da Corregedoria da PM, a pedido do Tribunal de Justiça Militar (TJM).

Tanto na Corte comum quanto na Corte militar, Geraldo é réu por feminicídio. A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro, da 5ª Vara do Júri, destacou, na decisão desta quarta, que não há conflito de competências entre o TJSP e o TJM.

O tenente-coronel foi encaminhado Presídio Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, e permanece à disposição da Justiça. Ele nega ter matado a esposa e afirma que ela tirou a própria vida.


Morte de PM levou à prisão de tenente-coronel


O advogado Eugênio Malavasi, que defende o tenente-coronel, questiona o mandado de prisão expedido pela Justiça Militar, já que, “se houve a imputação de feminicídio e fraude processual, foi no âmbito privado, e não no âmbito da Justiça Militar”.

“Entendo que a Justiça Militar não é competente para o decreto preventivo”, argumentou Malavasi. Ele apresentou uma representação com pedido de liminar nesta quinta-feira no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Uso da posição hierárquica

A decisão da Justiça Militar aponta que o tenente-coronel teria usado sua posição hierárquica — superior à dos policiais presentes no local do crime, além do fato de ser o oficial mais antigo — para ignorar a recomendação de não tomar banho durante a ocorrência. Segundo a decisão do TJM que determinou a prisão do coronel, ele atuou para “impor sua vontade e efetivamente tomar banho novamente, mesmo diante da resistência manifestada pelos policiais responsáveis pela ocorrência”.

Imagens das câmeras corporais dos agentes teriam mostrado os policiais presentes no local do crime recomendando que Geraldo Neto não tomasse banho durante a ocorrência para preservar a integridade dos procedimentos investigativos.

O exposto na decisão judicial desmente a versão apresentada pelo coronel anteriormente, quando ele alegou que não havia recebido nenhuma orientação quanto ao segundo banho.

Ele não se valeu de sua posição hierárquica na corporação apenas no dia do crime, mas também como instrumento de dominação e violência contra a esposa Gisele Alves Santana no dia a dia do relacionamento.

Testemunhas ouvidas pela investigação contaram que o oficial ia frequentemente ao local de trabalho da vítima e usava de sua autoridade para entrar e permanecer por longos períodos observando as atividades dela, causando até constrangimento à equipe. Além disso, o tenente-coronel teria proibido a mulher de trabalhar com colegas homens e menosprezava a posição da esposa, dizendo que ela deveria “arrumar um soldado” [em vez de ter se casado com um coronel].

Ele já havia sido condenado por abuso de autoridade contra uma subordinada por um episódio de 2022, quando ainda era major e comandante do 29º Batalhão da Polícia Militar (29º BPM/M).

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?