Síndrome respiratória: SP tem alta de até 39% em internações e emergências

Dados são de hospitais particulares. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pode causar diversos danos à saúde e, inclusive, a morte

atualizado

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São Paulo – Pesquisa realizada pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) mostra que houve aumento de internações e atendimentos em emergências de crianças e adultos com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nos últimos 15 dias. Nas maioria das unidades, a alta foi de até 39%.

O levantamento foi realizado no período de 12 a 22 de junho e ouviu 79 hospitais privados paulistas, sendo 26 da capital e 53 do interior.

De acordo com o estudo, houve aumento de internações de crianças com a SRAG em 77% dos estabelecimentos que responderam ao questionamento.

Em relação ao aumento de internações clínicas de crianças, 75% dos hospitais relatam aumento entre 21% e 39% nos últimos 15 dias, e 89% informam que o tempo médio de internação em leito clínico é de cinco a dez dias.

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Estados registram aumento em número de casos de Sídrome Respiratória Aguda Grave em crianças
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Fábio Vieira/Metrópoles

 

Já a internação pediátrica em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) teve crescimento abaixo dos 20% para 82% das unidades de saúde, com tempo médio de internação de cinco a 10 dias para 92% dos hospitais.

Perguntados sobre a letalidade da doença em crianças, 98% dos hospitais informam índices abaixo de 10%.

Emergências

Segundo o levantamento, 71% dos hospitais registraram aumento entre 21% e 39% de pacientes infantis e adultos nos serviços de urgência/emergência nos últimos 15 dias por SRAG.

O infectologista Bernardo Almeida explica que as causas para a doença são múltiplas. “Essa é uma síndrome que se caracteriza pelo conjunto de sinais e sintomas que podem ter como causa uma série de doenças, sendo a pneumonia a principal. Por isso, são diversos os agentes etiológicos, como o Streptococcus pneumoniae, influenza ou o Sars-CoV-2, por exemplo”, esclarece.

O médico explica que os principais indicadores da SRAG são tosse, febre e dificuldade para respirar. No entanto, os quadros podem vir associados a sintomas de síndrome gripal.

Adultos

Em 70% dos hospitais, houve aumento de internações de adultos por Síndrome Respiratória Aguda Grave, sendo que 44% deles relatam crescimento das internações clínicas entre 21% e 39%, com tempo médio de internação de cinco a dez dias para 98% dos hospitais.

Em relação aos adultos, 87% dos hospitais registram crescimento das internações em UTI em índice abaixo de 20%.

A taxa de letalidade em adultos para 96% dos hospitais está abaixo de 10%.

A pesquisa também perguntou quais as doenças vêm prevalecendo nas internações hospitalares além da SRAG: 34% dos hospitais responderam que são outras doenças respiratórias; 30% dos registraram doenças crônicas; e 27% dos hospitais informaram viroses em geral.

Prevenção

A Síndrome Aguda Respiratória Grave pode causar diversos danos à saúde e, inclusive, a morte. Os casos aumentam com a chegada do inverno. Clima frio e seco, baixa umidade do ar, escassez de chuvas e piora da poluição aumentam a presença de bactérias e vírus.

Caso a pessoa tenha febre persistente ou problemas respiratórios, a recomendação é procurar a unidade de pronto-atendimento mais próxima à residência para avaliação de um especialista.

A melhor prevenção é manter a carteira de vacinação atualizada, principalmente para as doses contra a Covid-19 e a gripe.

Manter os ambientes arejados e hábitos saudáveis de alimentação, prática de esportes, beber bastante água e uma noite de sono adequada contribuem para a saúde e bem-estar.

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