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Sindicalista é condenado a indenizar vereador do PL por agressão

O sindicalista Gilberto Almeida dos Santos foi condenado a pagar R$ 1.600 a Lucas Pavanato (PL) após “contravenção de vias de fato”

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Imagem colorida mostra Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindimoto-SP, e Lucas Pavanato, vereador do PL em São Paulo - Metrópoles
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O sindicalista Gilberto Almeida dos Santos foi condenado a pagar R$ 1.600 de indenização por agredir o vereador Lucas Pavanato (PL) na Câmara Municipal de São Paulo em maio do ano passado.

Santos segurou Pavanato pela blusa e rasgou a camiseta do parlamentar durante audiência pública sobre transporte de moto por aplicativo. O episódio gerou um empurra-empurra generalizado, com intervenção de seguranças e da Guarda Civil Municipal. Na ocasião, os dois acabaram conduzidos à delegacia.

A discussão entre os dois começou porque o vereador do PL, favorável à liberação da modalidade, acusou o Gilberto Almeida dos Santos, que é presidente do Sindimoto-SP, e outros sindicalistas presentes de terem ido à Câmara a mando do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que é contra a proposta.

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Motoboys ficam de costas em protesto contra presidente do sindicato da categoria em sessão no plenário da Câmara dos Vereadores de SP
Motoboys acompanham confusão no plenário da Câmara de SP entre sindicalista e vereador bolsonarista Lucas Pavanato (PL)
Lucas Pavanato, vereador do PL
Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindimoto-SP
Confusão entre presidente de sindicato dos motoboys e vereador bolsonarista durante audiência pública na Câmara Municipal de SP 1
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Confusão entre presidente de sindicato dos motoboys e vereador bolsonarista durante audiência pública na Câmara Municipal de SP 1

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Motoboys ficam de costas em protesto contra presidente do sindicato da categoria em sessão no plenário da Câmara dos Vereadores de SP
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Motoboys ficam de costas em protesto contra presidente do sindicato da categoria em sessão no plenário da Câmara dos Vereadores de SP

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Motoboys acompanham confusão no plenário da Câmara de SP entre sindicalista e vereador bolsonarista Lucas Pavanato (PL)
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Motoboys acompanham confusão no plenário da Câmara de SP entre sindicalista e vereador bolsonarista Lucas Pavanato (PL)

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Lucas Pavanato, vereador do PL
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Lucas Pavanato, vereador do PL

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Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindimoto-SP
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Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindimoto-SP

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O juiz José Fernando Steinberg avaliou que houve “contravenção de vias de fato”, ou seja, agressões que não provocam lesões, e condenou Santos a 15 dias de prisão simples em regime aberto. Porém, a pena foi convertida no pagamento de um salário mínimo a uma entidade assistencial.

Na decisão. Steinberg afirma que “ainda que se admita, por hipótese, o acirramento do debate e a utilização de expressão pejorativa “pelego”, o ordenamento jurídico não autoriza a autotutela pela via da agressão física, sobretudo em ambiente institucional, no interior de plenário legislativo, em que se exige contenção e respeito às vias próprias para reação e manifestação. A provocação verbal, quando existente, pode ser avaliada em momento oportuno como circunstância do contexto, mas não constitui excludente de ilicitude nem torna lícito o contato físico desferido”.

“Também não procede a tese de “retorsão imediata” e de “inexigibilidade de conduta diversa”, uma vez que o réu dispunha de meios legítimos para reagir, inclusive solicitando providências à mesa, à segurança do recinto ou às autoridades presentes, sendo certo que não se pode reputar inevitável ou socialmente aceitável que, diante de divergência política, o agente avance fisicamente contra terceiro, ainda que para “cobrar satisfação”. Outrossim, a contravenção de vias de fato prescinde de lesão corporal, bastando a prática de violência física contra a pessoa; logo, a ausência de lesões relevantes, por si só, não descaracteriza a infração”, conclui o magistrado.

Cabe recurso da decisão. A defesa de Gilberto Almeida dos Santos não se pronunciou até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.


Como foi a confusão entre sindicalista e vereador

  • Enquanto falava no plenário, o presidente do sindicato foi vaiado por mototaxistas que estavam no local e são a favor da liberação do serviço em São Paulo.
  • Os motoboys presentes chegaram a ficar de costas como forma de protesto.
  • Além disso, eles carregam faixas com dizeres como “queremos o nosso direito de trabalhar” e “Ricardo Nunes, não use a morte de uma pessoa para se beneficiar”, em referência à morte de Larissa Barros, de 22 anos, em um acidente com mototáxi no dia 24, na região central da cidade.
  • Gilberto defende que o serviço permaneça proibido enquanto não for devidamente regulamentado. “A 99 e a Uber chegaram aqui em 2015 e desregularam tudo”, reclamou. “Quem deveria estar sendo vaiado são as empresas de aplicativo, que estão escravizando, explorando, precarizando e colocando a categoria para brigar entre si”.
  • Em seguida, Pavanato, que é autor de um projeto de lei que determina liberação do serviço de mototáxi, ironizou: “Queria parabenizar o prefeito, que teve a capacidade de escolher o sindicalista mais pelego, mais rejeitado pela categoria que diz representar”.
  • Incomodado, Gilberto foi até o púlpito e o agrediu com um enforcamento. Outros parlamentares e assessores tiveram que separá-los.

 

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