Justiça manda Nunes pagar indenização a promotor chamado de “idiota”
Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes foi condenado a pagar danos morais a promotor que relata ação de suposto superfaturamento no Carnaval

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, foi condenado a pagar R$ 20 mil por danos morais ao promotor Ricardo Manuel Castro, do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Castro é relator de uma ação de improbidade, aberta a partir de denúncia movida por parlamentares do PSol, sobre suposto superfaturamento na compra de água no Carnaval de 2024.

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Ver todasNeste ano, Nunes foi questionado sobre o caso e se referiu ao promotor como “idiota” e disse que ele “fica perturbando as pessoas” para defender seu posicionamento político.
“Não é a instituição, são as pessoas, e, no caso específico, por exemplo, esse José Ricardo [o nome correto é Ricardo Manuel Castro], que é o idiota do Ministério Público, que o tempo inteiro fica perturbando as pessoas e criando situações para poder defender a sua questão ideológico-partidária, e não a defesa do intelectual”, disse Nunes em março de 2025.
Além de condenar Nunes a indenizar Castro por danos morais, a decisão do juiz Márcio Luigi Teixeira Pinto, da 1ª Vara do Juizado Especial da Fazenda Pública, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), proferida no sábado passado (20/12), determina a publicação de nota de retratação em um jornal de grande circulação em São Paulo.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO mesmo comunicado deverá ser publicado no site da prefeitura e mantido por 30 dias na página inicial. Além de ser replicado nas redes sociais em perfis do X, Instagram e Facebook.
O Metrópoles procurou o prefeito para se manifestar sobre o caso e aguarda retorno.
Relembre o caso das águas superfaturadas
- Em março de 2025, o MPSP entrou com uma ação de improbidade administrativa contra a Prefeitura devido a suspeitas de superfaturamento em um contrato milionário para o fornecimento de água no Carnaval de 2024.
- O promotor de Justiça e do Patrimônio Público Ricardo Manuel Castro pediu a nulidade do contrato e a condenação da administração municipal, da empresa fornecedora e de três servidores públicos envolvidos.
- O MPSP apontava para suspeitas de direcionamento contratual, superfaturamento e manipulação de planilhas, e pediu à Justiça a devolução de R$ 1,2 milhão estipulado como prejuízo aos cofres públicos.
- De acordo com a promotoria, as garrafas de água sem gás foram adquiridas da empresa AMBP Promoções e Eventos por R$ 5,52 cada, enquanto o preço médio de mercado variava entre R$ 0,65 e R$ 0,90 por unidade.


