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Irmão eleito, primo fora: o saldo da "família" Bolsonaro nas eleições em SP

Seis candidatos que usam o sobrenome Bolsonaro estavam na disputa as eleições por SP, alguns da família e outros não. Apenas 2 venceram

08/10/2026 02:15
TSE/Divulgação
Candidatos nas eleições por São Paulo que usam sobrenome Bolsonaro - Metrópoles

Nas eleições do último domingo (4/10), candidatos por São Paulo emplacaram o sobrenome Bolsonaro. Alguns integram a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de Flávio Bolsonaro (PL), atual candidato à Presidência da República. Outros são “parentes fictícios”, e esses inclusive saíram mais vitoriosos.

No total, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seis candidatos que o usam o sobrenome Bolsonaro estavam na disputa pelas vagas de deputado federal e estadual no estado. Desse número, dois foram eleitos, sendo um deles de sangue.

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Fabiana Bolsonaro
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Renato Bolsonaro (PL), de 62 anos, é irmão mais novo de Jair Bolsonaro e tio de Flávio Bolsonaro. Renato foi eleito deputado federal por São Paulo neste ano com mais de 370 mil votos.

A segunda e última vitória do sobrenome em São Paulo foi de Fabiana Bolsonaro (PL), de 33 anos, eleita deputada estadual com mais de 60 mil votos. Apesar do sobrenome utilizado pela candidata, ela não tem qualquer parentesco com o ex-presidente.

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Em agosto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) chegou a pedir o indeferimento do registro de nome de urna de Fabiana, por ele ser “capaz de estabelecer dúvida quanto à identidade da candidata”. O uso do sobrenome de um ex-presidente da República também poderia provocar migração de votos e causar desequilíbrio no pleito, segundo o órgão.

A lista dos derrotados reúne familiares e impostores: Renata Bolsonaro (Agir), de 50 anos, não conseguiu se eleger como deputada federal por São Paulo, atingindo 257 votos. Ela é casada com Alessandro Bolsonaro, descrito como um “parente distante da família”.

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Já Valéria Bolsonaro (PL), de 58 anos, também foi derrotada na disputa pela vaga de deputada estadual, com 50 mil votos. Ela é uma das poucas da família de verdade, casada com Luís Oscar Bolsonaro, primo de segundo grau de Jair Bolsonaro.

Outro da família do ex-presidente é Marcelo Bolsonaro (PL), que tentou se eleger deputado estadual em São Paulo, atingindo 8,9 mil votos, mas fracassou. Samanta Bolsonaro (PL) também fracassou na disputa como deputada estadual, com pouco mais de 2 mil votos. Ela tem possui qualquer parentesco com os Bolsonaro.

“Bolsonaros” que precisaram mudar o registro

Alguns candidatos por São Paulo tentaram emplacar a candidatura com o uso do sobrenome da família Bolsonaro mesmo, não possuindo qualquer parentesco e precisaram mudar o registro. Um deles é o Capitão Mosart (PL), eleito deputado estadual com cerca de 70 mil votos.

Mosart Aragão Pereira se apresenta como amigo de Jair e Renato Bolsonaro, e afirma que foi o próprio ex-presidente quem pediu que ele usasse o nome “Capitão Mosart Bolsonaro”. O MPE, contudo, conseguiu impugnar o registro, e o parlamentar conseguiu se eleger mesmo após readequar o nome.

Outro que também precisou alterar o registro foi Thiago Neves (PL), que perdeu a disputa por uma vaga como deputado federal. Ele, que teve 748 votos, chegou a se registrar como “Thiago Neves Enéas Bolsonaro”. O MPE entendeu que o político tentou sugerir algum tipo de parentesco tanto com o ex-presidente Jair quanto com Enéas Ferreira Carneiro.