Rota triplica mortes em 3 anos e impede queda da letalidade policial

Policiais do 1º Batalhão de Choque de São Paulo mataram 22 pessoas no estado, representando um caso a cada 4 dias no estado

atualizado

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Imagem colorida de dois PMs da Rota, de costas, ao lado de viatura. Ao fundo, aparecem moradias simples, onde eles buscam suspeitos; Operação Escudo - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de dois PMs da Rota, de costas, ao lado de viatura. Ao fundo, aparecem moradias simples, onde eles buscam suspeitos; Operação Escudo - Metrópoles - Foto: Divulgação/Rota

Policiais das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota),  da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo, mataram 22 pessoas em serviço, entre janeiro e abril deste ano, das quais 16 na capital paulista.

O número estadual representa o dobro, e o da capital — com alta de 166% em relação aos 6 casos registrados no mesmo período de 2023 — quase o triplo de quando o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) assumiu o governo do estado.

Os dados são do Ministério Público de São Paulo que, por meio do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp), reúne as ocorrências letais notificadas pelas forças de segurança paulistas.

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Viatura da Rota da PM de SP
Militares da Rota respondem por homicídio e fraude processual
Policial militar de SP com braçadeira da Rota
Policial militar de SP com braçadeira da Rota
Policial Militar da Rota
Viatura da Rota da PM de São Paulo
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Viatura da Rota da PM de São Paulo

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Viatura da Rota da PM de SP

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Militares da Rota respondem por homicídio e fraude processual
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Militares da Rota respondem por homicídio e fraude processual

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Policial militar de SP com braçadeira da Rota

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Policial Militar da Rota

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Agentes da Rota, da PM de São Paulo
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Agentes da Rota, da PM de São Paulo

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viaturas da Rota
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Operação Escudo na Baixada Santista foi deflagrada após morte de PM da Rota
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Operação Escudo na Baixada Santista foi deflagrada após morte de PM da Rota

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Um morto a cada 13 horas

Entre janeiro e o último dia 5, uma pessoa foi morta por policiais militares no estado de São Paulo a cada 13 horas e 12 minutos, considerando os 171 casos reportados pela corporação ao Gaesp.

Deste total, 123 ocorreram nos dois primeiros meses do ano. Em relação ao mesmo período de 2025, quando ocorreram 92 mortes, a alta foi de 33,6 %.

Na capital, 57 foram mortos pelas mãos de PMs — entre janeiro e 5 de abril — representando uma morte a cada dois dias.

“Banho de sangue inevitável”

Em 2024, um oficial da PM afirmou ao Metrópoles, em sigilo, que “um banho de sangue” por parte de membros da corporação seria “inevitável”, após a morte do policial Samuel Wesley Cosmo, baleado no rosto por criminosos em Santos, litoral paulista, em fevereiro daquele ano.

Justamente em 2024, o número de mortos pela Rota — somente entre janeiro e abril — foram 24, mais que o dobro dos 11 casos registrados no mesmo período do ano anterior. No ano passado, os casos caíram para 15 e, agora em 2026, ainda considerando o período, saltaram para 22.

O PM Cosmo foi a segunda baixa da Tropa de Choque da PM, ocorrida na Baixada Santista, em menos de um ano. Em julho de 2023, o soldado da Rota Patrick Bastos Reis, de 30 anos, também foi morto com um tiro na Baixada Santista. O incidente desencadeou o início de uma série de casos de violência da região.

Denúncia internacional

A Defensoria Pública do estado de São Paulo e a ONG Conectas Direitos Humanos apresentaram, no início deste ano, uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), sobre mortes e abusos ocorridos durante as Operações Escudo, em 2023, e Verão, em 2024, realizadas pela PM na Baixada Santista.

A petição é direcionada contra o Estado brasileiro e aponta supostas graves violações de direitos humanos cometidas durante as ações policiais. O documento foi protocolado pelos Núcleos de Cidadania e Direitos Humanos (NCDH) e de Infância e Juventude (NEIJ) da Defensoria paulista e reúne relatos de familiares de vítimas, sobreviventes, além de documentos e registros oficiais.

Segundo o documento, as operações apresentaram um padrão de alta letalidade policial, uso abusivo da força e falhas recorrentes na investigação das ocorrências. Somadas, as duas operações teriam resultado na morte, oficialmente registrada, de 84 pessoas.

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