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São Paulo

Quem são ex-servidores alvos do MPSP por fraude em licitação em SP

Dupla ocupava cargos na Secretaria Municipal de Infraestrutura e na Secretaria Municipal das Subprefeituras. Eles foram exonerados em março

07/07/2026 09:30, atualizado 07/07/2026 10:27
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Imagem da Prefeitura de São Paulo modificada por IA
Prefeitura de São Paulo

A operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra um esquema de fraude em licitação na prefeitura da capital tem entre os alvos dois ex-servidores municipais exonerados em março deste ano. São eles Vinícius Felipe Moreno, que trabalhava na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, e Bruno Conrado do Espírito Santo, que era coordenador de licitações da Secretaria Municipal das Subprefeituras.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela operação, a investigação teve início após uma denúncia recebida em fevereiro e reúne indícios de que, entre 2022 e 2025, os investigados teriam interferido em procedimentos de contratação pública para beneficiar determinados grupos empresariais em troca de vantagens indevidas.

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As diligências foram realizadas em imóveis ligados aos ex-servidores na capital paulista e na Região Metropolitana. Durante a operação, os investigadores recolheram celulares e outros materiais que serão submetidos à análise pericial.

Além das suspeitas envolvendo os contratos públicos, o Gaeco também apura a evolução patrimonial dos investigados. Conforme as investigações, há indícios de aquisição de imóveis, veículos e outros bens incompatíveis com a renda oficialmente declarada, inclusive por meio de pessoas interpostas, estratégia que pode ter sido utilizada para ocultar a origem dos recursos.

O caso é investigado por supostos crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. As sedes da Prefeitura de São Paulo e das secretarias municipais não foram alvo da ação.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo reforçou que, em março deste ano, não só exonerou preventivamente seis servidores como a própria administração municipal levou a denúncia ao Ministério Público. A gestão Ricardo Nunes (MDB) ainda disse que “não compactua com desvios de conduta ou qualquer tipo de irregularidade”.