Quem é Frango, testa-de-ferro de chefão do PCC fora do presídio

Foragido da Justiça, braço direito de chefão do PCC coordena negócios ilegais de célula da facção, nas ruas, recebendo ordens da cadeia

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1 de 1 Homem branco, sem barba e cabelo curto - Metrópoles - Foto: Arte/Metrópoles

Foragido da Justiça desde outubro do ano passado, Alex Araújo Claudino, o Frango, é apontado como uma importante peça na engrenagem do Primeiro Comando da Capital (PCC). Na facção criminosa, nutre uma relação de longa data e de confiança com Rodrigo Felício, o “Tiquinho”, de quem é braço-direito há anos.

Como mostrado pelo Metrópoles, Tiquinho coordena de dentro do sistema carcerário, há 12 anos, atividades criminosas nas ruas, por meio de “salves” — parte dos quais escritos em cartas, vazadas da cadeia pela esposa, Maria Fernanda Antunes Martins, a Gordinha (atualmente presa).

Em alguns desses manuscritos, escritos na Penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Venceslau 2, no interior de São Paulo, o chefão do PCC designou para que representantes tentassem viabilizar reuniões com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem foi dada pelo fato de o namorado da filha de Tiquinho, segundo documento do Ministério Público de São Paulo (MPSP), supostamente conhecer pessoas ligadas a alguns dos magistrados.

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Veja quem é o "Tiquinho", membro do PCC, que assediou ministro do STF
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Veja quem é o "Tiquinho", membro do PCC, que assediou ministro do STF

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Braço direito na logística do crime

Documentos da Promotoria paulista, obtidos pela reportagem, mostram que Frango coordena ações criminosas em nome de Tiquinho.

Conhecido pela experiência com o tráfico de drogas, ele conta com uma expressiva rede de contatos, por meio dos quais viabiliza a compra de cocaína, maconha e crack, transportados e armazenados — com base em uma logística coordenada pelo testa-de-ferro do chefão.

Antes de Gordinha ser presa, chamada pelo criminoso de “patroa”, Frango a munia com informações sobre as movimentações financeiras do tráfico de drogas, posteriormente repassados para Tiquinho na cadeia, quando a companheira o visitava.

Condenado por tráfico de drogas, associação criminosa, além de contar com antecedentes por falsificação de dinheiro e lesão corporal, Frango também contribui na lavagem de dinheiro movimentado pelo PCC.

Ele ainda participa do controle financeira da célula da facção chefiada apor Tiquinho, recebendo e realizando depósitos, muitos deles via Pix, incluindo na contratação de advogados para que defendam comparsas criminosos.

Tiquinho, o chefão trancafiado

Descrito como um dos “mais altos líderes” do Primeiro Comando da Capital (PCC), Rodrigo Felício, o Tiquinho de Limeira, coordena de dentro do sistema carcerário, há 12 anos, atividades criminosas nas ruas.

Condenado a 52 anos e 8 meses no regime fechado — por tráfico de drogas, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e resistência — ele contava com o apoio, nas ruas, de sua esposa e, ainda, conta com o apoio do braço direito Alex Araújo Claudino, o Frango.

“Gordinha”: companheira “pombo-correio”

No documento judicial, a companheira de Tiquinho, Maria Fernanda Antunes Martins, a Gordinha, é apontada como o elo principal dele com o mundo fora das grades.

Atuando como mensageira, ela recebia cartas manuscritas do criminoso, durante visitas na penitenciária de segurança máxima.

Com ela foram apreendidas quatro folhas, em 18 de março de 2023, logo após ela sair da Penitenciária de Presidente Venceslau. Nos manuscritos havia orientações, atribuídas a Tiquinho e endereçadas a parceiros do criminoso, entre eles, Frango e Willian Ali Srour, o Gordo.

Gordinha mantinha contato diário com Frango e Gordo. As conversas a muniam de informações sobre movimentações financeiras e sobre o tráfico de drogas, posteriormente repassadas ao chefão, em Presidente Venceslau.

Gordo coordenava, ao lado de Frango, ações criminosas a serem executadas, a mando de Tiquinho, além de ser responsável pela contabilidade financeira do chefão — em nome do qual cobrava pendências e créditos de outros membros do narcotráfico.

Com a exceção de Frango, que estava foragido até a publicação desta reportagem, todas as pessoas mencionadas nesta reportagem atualmente estão presas. Suas defesas não foram localizadas e o espaço segue aberto para manifestações.

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