Quadrilha de SP que roubava casas em bairros de luxo do Rio é presa

Quadrilha realizava roubos a casas na zona sul do Rio. Polícia prendeu sete suspeitos e cumpriu 23 mandados de busca e apreensão

atualizado

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PMSP afasta policiais acusados de agredir homem que passeava com gato (8)
1 de 1 PMSP afasta policiais acusados de agredir homem que passeava com gato (8) - Foto: Reprodução

São Paulo — Policiais civis de São Paulo e do Rio de Janeiro prenderam, nesta quarta-feira (2/4), sete integrantes de uma quadrilha de roubos de casas na capital fluminese. Eles são de São Paulo e viajavam ao estado vizinho para praticar os crimes.

A quadrilha era especializada em assaltar residências em bairros de luxo da zona sul do Rio. Para executar os crimes, os assaltantes usavam armas de brinquedo e teriam se aliado a traficantes do Morro de São Carlos, comunidade do centro do Rio.

Na operação desta quarta-feira (2/4), a polícia paulista também cumpriu 23 mandados de busca e apreensão na zona sul da capital, na região metropolitana e em Campinas.

Entre os objetos apreendidos, as equipes encontraram três celulares e anotações de número de senhas bancárias em que são depositados valores subtraídos das vítimas.

A lista de suspeitos presos inclui um casal, detido em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, com R$ 875 em espécie. Com eles, foram encontrados uma réplica de fuzil, celulares, luvas, relógio e anotações de contabilidade de comércio de drogas.

Também foi presa uma mulher acusada de ceder a conta bancária para receber os valores provenientes dos roubos. Além dela, uma quarta suspeita foi detida em Heliópolis, na zona sul de São Paulo, e um homem foi preso em Embu das Artes por tráfico de drogas.

Início das investigações

De acordo com a Polícia Civil do Rio, a investigação sobre a quadrilha começou a partir de um crime ocorrido em junho de 2024, quando quatro criminosos invadiram uma casa no Jardim Botânico, no Rio, e realizaram o assalto.

Na ocasião, os suspeitos, todos de São Paulo, permaneceram na comunidade do São Carlos, onde tiveram apoio da facção criminosa que atua na localidade. Os traficantes forneceram um veículo e conseguiram que um taxista atuasse como batedor, conduzindo os assaltantes até a residência previamente selecionada.

Após o crime, as joias roubadas foram vendidas ainda na Comunidade do São Carlos, para um ourives de Copacabana, pelo valor de R$ 31.600. O valor foi dividido entre a quadrilha e os traficantes da comunidade. O taxista envolvido na abordagem foi preso no Rio.

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