PT e PSol voltam a acionar Alesp por cassação de Lucas Bove

O deputado estadual foi denunciado por perseguição, ameaça e lesão corporal. Ele é acusado de violência doméstica pela ex, Cíntia Chagas

atualizado

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Na imagem colorida, Lucas Bove olha para o lado e usa terno - Metrópoles
1 de 1 Na imagem colorida, Lucas Bove olha para o lado e usa terno - Metrópoles - Foto: @lucasbovesp/Instagram/Reprodução

O PT e o PSol apresentaram duas novas representações na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na última sexta-feira (24/10), para pedir a cassação do mandato de Lucas Bove (PL). Também há um abaixo-assinado em andamento em apoio à causa. O deputado estadual foi denunciado à Justiça por violência doméstica contra a ex-esposa, Cíntia Chagas.

Os requerimentos foram apresentados após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) pedir a prisão preventiva de Bove por descumprir medidas protetivas de maneira reiterada. Em agosto deste ano, o Conselho de Ética da casa legislativa havia indeferido a perda do cargo.

Na denúncia feita na quinta-feira (23/10), o MPSP acusa Bove de violência psicológica, perseguição, ameaça e lesão corporal. A promotoria também encaminhou um ofício à Alesp pedindo que sejam adotadas “eventuais providências cabíveis”. Além disso, em setembro, Lucas Bove foi indiciado por ameaça e violência psicológica.


Cassação de Lucas Bove

  • Anteriormente, em 26 de agosto, a Alesp arquivou (por seis votos a um) o primeiro pedido do PSol para a cassação do mandato de Lucas Bove.
  • O Conselho de Ética realizou uma reunião extraordinária e avaliou a representação.
  • Presidida pelo parlamentar Delegado Olim (PP), que votou pelo arquivamento, a sessão teve presença dos parlamentares Oseias de Madureira (PSD), Carlos Cezar (PL), Dirceu Dalben (Cidadania), Eduardo Nóbrega (Podemos) e Rafael Saraiva (União Brasil). Todos eles se posicionaram contra a invalidação do mandato de Bove.
  • O voto a favor da cassação foi de Ediane Maria (PSol). Ela era a única deputada mulher e parlamentar de oposição presente na reunião.

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Cíntia Chagas é influencer e professora de português
A defesa de Cíntia Chagas pediu a prisão de Lucas Bove em 18 de outubro de 2024
A influencer e o deputado estadual de SP anunciaram a separação poucos meses depois do casamento
Cíntia Chagas prestou queixa contra o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP)
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Cíntia Chagas prestou queixa contra o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP)

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Cíntia Chagas é influencer e professora de português
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Cíntia Chagas é influencer e professora de português

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A defesa de Cíntia Chagas pediu a prisão de Lucas Bove em 18 de outubro de 2024
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A defesa de Cíntia Chagas pediu a prisão de Lucas Bove em 18 de outubro de 2024

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A influencer e o deputado estadual de SP anunciaram a separação poucos meses depois do casamento
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A influencer e o deputado estadual de SP anunciaram a separação poucos meses depois do casamento

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Violência doméstica contra Cíntia Chagas

O deputado estadual Lucas Bove foi acusado de agredir Cíntia Chagas. Ele teria atirado uma faca contra a então esposa depois que ela se negou a parar de jantar para tirar uma foto com a ex-primeira dama Michelle e o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante o casamento da filha do empresário Paulo Junqueira, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, em agosto de 2024. Conforme a influenciadora relatou no boletim de ocorrência, a perna dela ficou ferida.

A agressão com arma branca teria sido o estopim para a separação do casal, mas, de acordo com Cíntia, as ameaças começaram mais de dois anos antes, quando os dois ainda eram namorados. No início de setembro do ano passado, a influencer registrou denúncia contra o deputado estadual, mas as acusações só vieram à tona publicamente em outubro.

Bove teria cometido violência física pelo menos três vezes, entre agosto de 2022 e julho de 2024, geralmente com apertões, causando hematomas, lesões e humilhações públicas.

No mesmo período, segundo a denúncia do MPSP, Bove tinha o hábito de apontar uma arma de fogo para Cíntia, como “brincadeira”, enquanto fumava maconha. A promotoria classificou o ato como uma “intimidação ostensiva”.

Em um dos momentos, o deputado ameaçou a então esposa de agressão, com punho cerrado, e disse: “Você só não vai apanhar agora porque tem milhões de seguidores”.

Ciúme excessivo

Segundo os relatos de Cíntia, Bove tinha ciúmes excessivo e desconfiança, e chegou a fazer com que ela apagasse campanhas publicitárias por achar as imagens inadequadas. Ele também pedia prints e comprovantes para ter certeza de onde ela estava e se estava acompanhada.

Após a separação, em agosto do ano passado, Bove passou a ameaçá-la de morte, inclusive para amigas dela, e a perseguir a influenciadora. Ele teria utilizado advogados e a própria equipe para entrar em contato com Cíntia e usado números de telefone da Alesp para ligar para ela após ter sido bloqueado.

Atualmente, o parlamentar está impedido de se aproximar a menos de 300 metros da ex-companheira. Ele também não pode ligar, enviar mensagens de texto nem mencioná-la nas redes sociais. O processo tramita na Vara de Violência Doméstica do Fórum do Butantã, na capital.

O que dizem as partes

Em nota, a defesa de Cíntia afirmou que a denúncia oferecida pelo MPSP “representa um marco importante para as mulheres na busca pela verdade, pela responsabilização e pela dignidade da vítima”.

Segundo a advogada Gabriela Manssur, a denúncia formal reafirma o que “sempre sustentaram”: “Que não há espaço para o abuso, para a impunidade e para o uso do poder como instrumento de opressão”.

Ao Metrópoles, a defesa de Lucas Bove disse que o parlamentar recebeu o oferecimento da denúncia do MPSP “com enorme surpresa”, especialmente pelo “descabido pedido de prisão”. Para os advogados, “inexistem razões, pressupostos e/ou requisitos para a cogitação ou adoção dessa medida”.

A defesa acrescentou que não se conforma com “o vazamento contínuo de informações a respeito do processo, que está sob segredo e sigilo judicial e é alvo de comentários da citada Cíntia Maria Chagas”.

Além disso, a defesa comunicou que já se manifestou nos autos, formalmente, contra o pedido do MPSP e que confia na Justiça. “Nosso cliente continuará empenhado em comprovar que não praticou crime algum, respeitando, como sempre fez, o que e o quanto for determinado.”

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