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São Paulo

Presidente do PT minimiza peso de Marta: "Ficou atrás do Russomanno"

Para Laércio Ribeiro, presidente do diretório municipal do PT, Marta Suplicy é tentativa de Ricardo Nunes de esconder aliança com Bolsonaro

27/08/2023 05:15, atualizado 27/08/2023 21:27
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Reprodução/Instagram
Imagem colorida mostra Laercio Ribeiro, homem branco, de cabelos pretos, camisa xadrez, falando ao microfone na frente de um fundo com uma parede com grafites - Metrópoles

São Paulo – O presidente do diretório municipal do PT, Laércio Ribeiro, minimizou o peso político da ex-prefeita Marta Suplicy (sem partido), atual secretária de Relações Internacionais da gestão Ricardo Nunes (MDB), diante das especulações sobre a indicação dela como vice na chapa à reeleição do prefeito, no ano que vem.

“Não podemos esquecer que Marta foi candidata à prefeita em 2016 e ficou atrás do Celso Russomanno, o terceiro colocado”, disse Laércio, em conversa com o Metrópoles. Naquele ano, a ex-prefeita disputou as eleições pelo MDB. O pleito foi vencido em primeiro turno por João Doria, na época no PSDB.

O posicionamento do dirigente petista é também uma resposta às declarações do deputado federal Jilmar Tatto, secretário de Comunicação do PT e ex-secretário municipal de Transportes na gestão de Fernando Haddad (PT), atual ministro da Fazenda, e da própria Marta, entre 2001 e 2004.

Tatto argumenta que, com Marta na vice, Nunes deixa o PT em uma “arapuca”, uma vez que ela tem potencial de tirar votos da periferia que poderiam ir para o deputado federal Guilherme Boulos (PSol), pré-candidato apoiado pelo PT, enquanto essa coligação não teria como tirar votos do eleitorado conservador da cidade.

Tatto tem uma posição abertamente contrária à aliança do PT com Boulos para as eleições municipais do ano que vem, embora afirme que, como é a decisão do partido, trabalhará para tentar eleger Boulos prefeito.

Laércio Ribeiro (na foto em destaque), por sua vez, afirma que a presença de Marta na chapa de Nunes teria o objetivo de maquiar a aliança do atual prefeito com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“É só uma tentativa de esconder o Bolsonaro, pois, do ponto de vista eleitoral, não surte efeito”, disse Ribeiro, que já vem articulando a participação de vereadores, deputados e lideranças petistas nas agendas de pré-campanha de Guilherme Boulos, que terão início no próximo dia 2 de setembro, na zona sul.

No mês passado, Bolsonaro e Nunes almoçaram juntos duas vezes, uma delas na sede da Prefeitura, no Viaduto do Chá, centro de São Paulo.

Embora Nunes tenha como certo o apoio do PL à sua candidatura, por meio do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto – principal entusiasta da chapa com Marta –, Bolsonaro ainda não declarou apoio formal ao prefeito.

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