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São Paulo

Prefeitura multa empresa por demolir casas de 1937 sem autorização

Empresa demoliu nove casas construídas em 1937, na Vila Mariana, sem autorização da prefeitura após pedido de tombamento ser rejeitado

18/06/2026 11:37
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Reprodução/@associacaovilamariana
Imagem colorida da vila de casas destruída na Vila Mariana sem autorização da Prefeitura - Metrópoles

A Prefeitura de São Paulo multou em cerca de R$ 15 mil a empresa responsável por demolir, sem autorização, uma vila formada por nove casas construídas em 1937, na Vila Mariana, zona sul da capital. A demolição ocorreu pouco tempo depois do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) rejeitar um pedido de tombamento do espaço.

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Em 2024, o Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) havia recomendado a preservação do conjunto. Em sessão pública realizada em 25 de maio deste ano, porém, o Conpresp deliberou sobre os imóveis em sessão pública e afirmou que todas as manifestações foram consideradas antes da decisão final de recusa.

A prefeitura reiterou que nenhum pedido de demolição estava em análise, sendo os últimos alvarás expedidos em 2018 e já expirados. Sendo assim, as demolições foram irregulares.

Após as nove casas centenárias serem destruídas, a Subprefeitura Vila Mariana determinou o embargo dos imóveis e a imediata paralisação das obras. A administração também aplicou uma multa contra a empresa responsável. O descumprimento da medida pode acarretar a aplicação de novas multas e sanções à empresa.

Moradores lamentam “ação sorrateira”

Por meio das redes sociais, a Associação dos Moradores Vila Mariana lamentou a “destruição” da Vilinha da Rodrigues Alves. Os moradores relataram que a ação ocorreu de forma sorrateira, às 6h da manhã de sábado (13/6).

“Numa demolição, há um procedimento que inclui a colocação de uma placa com o alvará e nome do responsável técnico, retirada de peças que podem ser reaproveitadas, como portas e janelas, vidros, louças sanitárias e instalação de equipamentos de proteção do entorno. Nesse caso, foi uma ação rápida e perigosa, com pedras caindo em passantes e nuvens de poeira invadindo a casa dos moradores do entorno. Então, em cerca de 4 horas, numa ação ilegal, com um alvará de demolição inválido, a Vilinha foi destruída”, escreveu a associação.

Segundo os moradores, a proprietária da Vilinha é a Ordem da Imaculada Conceição, conhecida como a ordem das Concepcionistas, proprietárias da rede Concepcionista de Ensino. O Metrópoles tenta contato com a ordem para mais informações. Em caso de manifestação, o texto será atualizado.

Técnicos da prefeitura haviam recomendado tombamento

No documento do DPH, de 2024, técnicos afirmaram que a vila era “representativa das primeiras formas de ocupação da região”. Apesar da recomendação, o processo permaneceu por mais de um ano sem apreciação do Conpresp.

Apenas no dia 25 de maio, por cinco votos a três, o conselho decidiu arquivar o processo e rejeitar o tombamento. Na mesma reunião, outras duas vilas operárias foram destombadas na zona leste da capital.

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