Conpresp mantém tombamento de prédio icônico da Escola Panamericana
Responsável pela preservação do patrimônio, Conpresp manteve tombamento do prédio da Escola Panamericana de Arte, na Avenida Angélica, em SP

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) manteve, nesta segunda-feira (18/5), o tombamento do prédio da Escola Panamericana de Arte, em Higienópolis, região central da capital paulista. O pedido de recurso, na prática uma solicitação de “destombamento”, foi realizado pela Keeva Participações, proprietária do imóvel, que foi projetado pelo premiado arquiteto Siegbert Zanettini.
Ao longo do processo, a empresa alegou que o imóvel da Avenida Angélica não tinha os atributos necessários para que fosse mantido o tombamento estabelecido em 2024, há menos de dois anos. Em parecer técnico que consta no recurso, o arquiteto Pedro Taddei Netto afirmou que a construção não tinha valor histórico, urbanístico, artístico ou afetivo.
O pedido de destombamento mobilizou parcela da sociedade e gerou reação por parte de diversas entidades, que defenderam o imóvel pelo seu valor arquitetônico, como representante das construções pós-modernistas em São Paulo. Também destacaram o valor da obra projetada por Zanettini, que tem 91 anos, é autor demais de 1.200 construções e foi professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-SP) por mais de 40 anos.

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Ver todasA própria direção da FAU-SP se manifestou contrária ao destombamento, em manifestação divulgada em abril. “Trata-se de edifício que sintetiza, de forma singular, debates fundamentais daquele período, notadamente no campo da arquitetura pós-moderna, da expressão tecnológica e da incorporação de linguagens associadas à industrialização e à cultura visual contemporânea”, afirmou, na ocasião.











