Arquiteto que fez história em SP lamenta “desastrosa ocupação da cidade”

Aos 91 anos, o arquiteto e professor da FAU-USP Siegbert Zanettini segue em atividade, defende a própria obra e critica novas construções

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1 de 1 Imagem mostra homem com camisa azul - Metrópoles - Foto: William Cardoso/Metrópoles

O professor Siegbert Zanettini, 91 anos, está na ativa e tem determinação de aço para criticar os “monstros” de concreto espalhados por São Paulo, como chama os edifícios padronizados, gigantescos, que se espalham em velocidade nunca vista anteriormente. “Não se tem mais nada, só essa desastrosa maneira de ocupar a cidade da forma mais desordenada possível”, diz.

Foram mais de 40 anos dedicados às aulas, incluindo a longa trajetória como professor titular na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP). Zanettini tem cerca de 1.200 projetos desenvolvidos, ideias que viraram 5 milhões de metros quadrados construídos e inúmeros prêmios pela sua obra ao longo de 70 de anos de profissão.

Atualmente, Zanettini também se engajou na luta para defender o prédio da Escola Panamericana de Artes, na Avenida Angélica, em Higienópolis, um dos símbolos da sua obra. O processo que pretende “destombar” o edifício, a pedido dos proprietários, está no Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).

Dona do imóvel, a Keeva Empreendimentos e Participações alega que a construção não tem valor histórico, urbanístico, artístico ou afetivo.

Para Zanettini, a própria edificação de um prédio gigantesco na vizinhança da Panamericana mostra um sinal dos novos tempos. “O pessoal lá estava se queixando ‘não vejo mais nada, estou com um monstro encostado no meu nariz’. E é assim mesmo. Lá está o exemplo típico. Do outro lado da rua, você vê o que é a nova São Paulo. Difícil.”

O professor critica e diz que cidade virou “um lugar para encher de construção”. “Cada vez, a agressão é muito mais violenta. Fora de escala. Quando você vê esses edifícios, de uma rua de 18 metros se faz prédio de 100 metros [de altura], não tem escala para o lugar. Tem um amontoado de coisa construída. Nem é arquitetura, é coisa construída. O que é isso? Não é nada. É uma anticidade.”

Zanettini está prestes a lançar um novo livro, que leva seu nome e o título “Os Desafios da Arquitetura no Século XXI”.

Leia a entrevista completa concedida ao Metrópoles.

Como o senhor vê o pedido de “destombamento” do prédio da Escola Panamericana, na Avenida Angélica?

Tudo é ocupado para gerir essa mais-valia que tem a construção hoje. E a Panamericana paga esse preço. Há duas escolas que nós fizemos, uma na Groenlândia, que, infelizmente, foi barbaramente destruída. Edifícios de estrutura metálica, que é uma das coisas que eu praticamente impulsionei no Brasil, a construção metálica.  E foi muito importante, porque você faz um edifício desse, você executa não no lugar, você executa na fábrica, na produção. Ali [no terreno], você faz uma montagem. Então, os edifícios metálicos que tenho feito são obras limpas, não criam problema, não criam barulho, não criam sujeira na cidade. Aqui, nessa rua, por exemplo, quando construíram essa coisa aqui do lado [prédio gigantesco], também de 100 metros de altura, faziam concreto na rua. Acabaram com a rua, com a calçada, com tudo. Então, é um desrespeito à urbanidade, à cidade como um todo, total. Se pensa só no lucro, lucro, lucro, mais nada. Nada que funciona a não ser lucro, aqui. E nada é favorável a projetos corretos, projetos equilibrados com o lugar. Na outra Panamericana [Rua Groenlândia], foi uma destruição realmente muito séria, de derrubar com guindaste tudo, empilhar aço com concreto, com alvenaria e árvores. As árvores todas que existiam, eram 176 árvores… Eu tinha feito projetos que ocupavam os vazios das árvores. Não ficou uma, ficou só a periferia, na calçada. O resto, dois monstros construídos.

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Fachada da Escola Panamericana de Arte e Design, em São Paulo
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O que significou para o senhor a demolição da Panamericana na Rua Groenlândia? 

Quando eu passei lá, eu chorei. É incrível o que se faz. Era um perfil que se desmontaria, na pior das hipóteses. Ele já estava no processo de tombamento, eles correram para derrubar o prédio. Um negócio altamente destruidor. Essa escola poderia ser mais um repositório, foi um lugar de encontro de muitas histórias, momentos. Lá se construiu muita coisa. Inclusive, quando eu fiz 50 anos de profissão, reuni os 18 maiores arquitetos do país lá. Isso há 20 e tantos anos. Reuni todos, eles estavam vivos. Hoje, a maioria deles morreu. É um negócio que não se tem história mais, não se tem mais nada, é só essa desastrosa maneira de ocupar a cidade, da forma mais desordenada possível. O que comanda é sempre o volume de dinheiro. É isso, é o valor. Isso não é a construção de cidade, a cidade não se faz assim. A cidade tem condicionantes próprias dela que têm que ser merecidas.

E agora, com a Panamericana da Avenida Angélica, é a mesma coisa. O edifício foi tombado, inclusive, com o parecer do próprio Conpresp. Fiz essa crítica lá. Com o parecer do próprio Conpresp, com um monte de qualidades, e agora entra um processo de destombamento, que é outra pressão de novo para derrubar esse também. Só que esse nós chegamos a tempo. Foi tombado e agora nós vamos lutar muito. Nós estamos lutando e vai ser muita, muita briga. Não vai ser fácil, não. Se eles quiserem derrubar, vai ser uma briga pública, sem dúvida nenhuma.

Como foi a briga nos anos 1990, contra o prolongamento da Faria Lima?

Foi em 1996, para defender os bairros todos, Itaim, Vila Olímpia e Pinheiros, quando houve a abertura da Faria Lima. Fizemos uma briga contra a [nova] Faria Lima tremenda, porque ela era destruidora também. E a gente conseguiu, pelo menos, ordená-la.

O senhor mantém um imóvel térreo, como seu escritório, nas proximidades da Faria Lima (Rua Chilon), cercado de prédios espelhados.

Vem gente querendo comprar aqui o tempo inteiro, porque querem unir todo esse trecho para fazer mais um monstro desses. Essa pressão econômica da cidade é terrível, realmente terrível. Não tem nada que segure isso. Não tem lei, não tem legislação, não tem nada. Se consegue superar tudo isso.

Alguém já comentou com o senhor sobre a animação “Up, Altas Aventuras” (o protagonista, Sr. Fredricksen, se vê cercado pela especulação imobiliária e decidi voar com balões amarrados à própria casa)?

[Rindo] Ou então você fala, o que é aquela coisa lá embaixo? Aquele resíduo que ficou lá embaixo. É bem isso. Uma construção equilibrada com o lugar, com a rua, com o movimento, é uma construção que fica meio como um resíduo nessa escala que estão colocando a cidade. Se você vai em Pinheiros, não encontra mais nada de Pinheiros. Vai no Itaim, não tem mais nada de Itaim. Destroem tudo. Não existe mais história. História não existe. Existe economia. Dá lucro. Esse é o objetivo.

Esses novos prédios têm algum valor arquitetônico?

Nenhum. Nenhum. Porque é desproporcional. Ele não tem proporção ao lugar. Ele não respeita a paisagem. Não tem nenhuma identificação com paisagem, com condições de vento, de luz. Nada. O prédio é feito para dar a máxima construção possível. Sem uma regra que você possa imaginar de inteligência. Nenhuma. Nenhuma. Nossa! O que tem de apartamento sul, sudeste, sudoeste, aqui em São Paulo, porque eu vejo nas plantas que são todos iguais. Eles ocupam todas as frentes. Tem apartamento que é razoável, nascente, norte, é bastante bom. Mas, no resto, é infernal. Sudeste, sudoeste, é um negócio que em São Paulo não bate sol. Então, você imagina, mofa a planta, mofa a roupa, mofa tudo. E é isso mesmo. A pessoa se queixa e não sabe o porquê. O coitado que compra não tem essa orientação. “Não estou voltado para uma face boa”. Não. Ele compra porque foi oferecido a ele. E oferecido igualmente, não tem nem desvalorização de custo. É o mesmo valor. Você compra um apartamento norte, leste e um sudoeste, que é terrível, e compra pelo mesmo valor. Onde está o urbanismo nisso? Onde está a arquitetura nisso? Não está. Ela não está. Porque não adianta falar que o prédio é mais bonito, mais feio. Não é um problema do prédio. Não é só um problema de beleza. Você está fazendo um lugar para se viver. Não é um lugar para você olhar. Você vive lá. E você vive lá, você vive com o trânsito infernal, com orientação inadequada, com barulho constante, no chão e no céu. Porque é um inferno também quando passa helicóptero aqui. E aqui é rota de avião. Então, é infernal. A cada dois minutos tem um avião passando aqui. Você não tem nenhum favorecimento por estar numa cidade… São Paulo é uma cidade importante, cosmopolita, e que não te oferece nenhum atrativo. Então, o que faz a maioria das pessoas? Se puder, elas vão embora. Vão procurar um lugar mais tranquilo para viver.

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Professor e arquiteto Siegbert Zanettini
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O senhor acha que a cidade está perdendo esses pontos de referência a partir do momento em que tudo vira prédio? 

Não tem nenhuma referência mais. Não tem. Não há respeito a edifícios públicos, a edifícios tombados. Você tem um edifício tombado. Você pega um edifício desses tombados, importantes na cidade, são históricos, eles nascem com um lugar, com uma praça, com um entorno. Na hora que você enche de edifício em volta, ele não é mais aquele edifício. Ele é o que sobrou. E aí não é isso que se faz. O urbanismo não é isso. A ocupação louca não é. Isso não é urbanismo.

O senhor diz, de certa forma, que o poder financeiro está transformando a cidade de uma forma que não é ideal para se viver?

Absolutamente. Não tem a menor noção de viver. Se entulha… O trânsito é cada vez mais infernal. Não é difícil. É infernal. Tem dias que eu levo daqui para a minha casa, que são dois quilômetros, duas horas, uma hora e meia para chegar. Porque a gente entra em fila aqui e vai em fila até lá. Tudo desencontrado, faróis [semáforos] mal resolvidos, circulação incorreta. Aí, entulha tudo e fica todo mundo parado. Isso não é viver. Cada dia é uma luta que se faz aqui na cidade. Não é isso. Isso não é cidade. É outra coisa. É agrupamento.

São Paulo sempre teve, por outro lado, uma característica de se construir e reconstruir o tempo inteiro, daquilo que o Caetano canta como a “força da grana que ergue e destrói coisas belas”.

Destrói mesmo.

Como o senhor vê essa relação? 

Enquanto a cidade for gerida pelo seu valor econômico, ela não tem o que segurar. Um capitalismo selvagem como o nosso. O [sociólogo] Darcy Ribeiro já dizia que não é uma ocupação correta, humanística. Aqui é um projeto bastante determinado do que é o capitalismo, no sentido mais cruel que ele tem. É isso. É um projeto que rompe tudo. Rompe tudo. “Mas você não é um sujeito que trabalha com a área de construção?” Sim, eu trabalho nessa área. E por isso mesmo que eu vejo o tempo inteiro equívocos de tudo quanto é jeito, de proporção, de volume, de soluções técnicas primárias. Ainda se faz concreto no lugar. Aqui, por exemplo, nessa rua, concretavam na rua. Acabaram com as calçadas. Então, isso é que é construção? Não é nem construção. Isso é má resolução técnica. Quando você pode montar uma coisa numa indústria e depois montar num lugar, de maneira limpa, que não agride ninguém. Mas nem isso. Nem saber usar as tecnologias corretas se usa. Então é uma incongruência que não sei quando nós vamos conseguir superar isso. Porque não parece que melhora, não. Nesses 70 anos que estou nessa vida de luta contra as coisas, acho que não vi melhorar nunca. Só vi piorar.

Com relação a projetos recentes, como, por exemplo, a concessão de benefício de se construir acima do potencial construtivo ou com Habitação de Interesse Social (HIS). Como o senhor vê? 

Os projetos não são implementados pelo que eles podem produzir. São implementados em função de dar mais lucro para quem vai investir. Esse é o objetivo. O resto são firulas que se inventam para dar algum suporte. Mas, na efetiva aplicação, não existe isso. Vou usar o máximo possível. Vou encontrar formas, as mais mirabolantes agora, porque estou em uma área próxima do metrô, então, eu posso fazer o que quiser. Vou encontrar motivos, sempre, que vão possibilitar determinar aquela magia de construção, o máximo possível. Então, é isso. Pirotecnias, técnicas para poder fazer mais metro quadrado de construção, mais venda, mais lucro. É isso.

Faz sentido um prédio com duas, três vagas de garagem por apartamento, num eixo de adensamento, próximo do transporte público, perto do metrô?

Tem prédios que você faz 500, 600, 700 vagas por função da área construída, mas você não ocupa isso. Você não tem nem condições de acessar. As ruas são estreitas. Continuam sendo as mesmas ruas de 70 anos atrás. Nada mudou em termos de planejamento urbano. As ruas são as mesmas. O volume quintuplicou. Então, ela não dá vazão. Evidentemente que não tem vazão. Não pode ter vazão. O transporte, por sua vez, também, que não é baseado em um transporte público decente, é baseado ainda em um automóvel. Uma cidade como São Paulo, que circula com milhares de automóveis em um dia, e com os mesmos espaços. Não melhorou. As ruas continuam sendo duas passagens. Além disso, o pessoal para dos lados. Aqui [Rua Chilon], por exemplo, é proibido parar do lado esquerdo. E estão todos parados. Tem gente que prefere ser multado. Não tem mais limite das coisas. Então, é isso. Você está pagando o preço de uma vida conturbada, como é a vida paulistana.

O senhor vê alguma solução para isso? Tem alguma forma de reverter esse processo?

Não tem. Enquanto não se tirar essa questão da cidade gerida por uma economia, ela que faz todo o seu desenvolvimento. E esse desenvolvimento, baseado na economia, é contra todos os outros aspectos do lugar, do espaço, da luz, da circulação, do não-ruído. Tudo vai contribuir para complicar a sua vida, não para simplificar. E é muito difícil, é cansativo. São Paulo hoje é uma cidade cansativa. Você chega no fim de semana e que quer ir para qualquer lugar, para ver se desce um pouco essa pressão cotidiana. E isso não é viver, pelo amor de Deus. Viver é outra coisa. É uma coisa bela. Você curtir cada dia que entra sol. Aqui [escritório], por exemplo, por que tem vidro? Porque eu preciso conquistar sol, senão eu perco meu… Se eu coloco parede aqui, eu fico sem nada. Então eu abro com vidro. Às vezes é fresta, mas deixo a fresta para entrar, porque é melhor do que nada. Eu prefiro proteger com toldo do que não ter a luz, entendeu?

Quando criança, imagino que a cidade ainda permitia ter espaços com horizontes, onde o senhor via além.

Não só tinha além, mas a gente usava a rua. A rua era lugar. Eu jogava futebol, andava de patinete, andava de carrinho de rolimã, na rua. Porque a rua era de uso público. Eu morei no Brás. O Brás era uma vida maravilhosa. A gente fazia um encontro lá na rua. A rua era uma extensão da casa. Isso não existe mais. A rua, hoje, se passa em cima. Não tem mais o seu lote voltado para um lugar público, não. É voltado para uma área de confusão, porque você vai levar um bom tiro, ou vai ser assaltado, ou te passam por cima com um carro. É isso. Será que é isso que nós queremos? Será que é essa a cidade pela qual a gente tanto luta? Não é. E eu acho que… Você fala, “bom, e a perspectiva”? A perspectiva é, enquanto durar essa consciência toda, essa urbanidade discutível, que é agora, eu acho que não tem nada que vá melhorar. As leis não são a favor do seu habitat. Elas são a favor da sua ocupação.

O senhor deu aula para milhares de alunos. Qual é o chamado que faria para esses novos arquitetos e urbanistas ao desenhar cidades? 

Para começar, eles não desenham mais. Eu não tenho mais desenhista. Não tenho mais ninguém que venha me ajudar que tenha um traço, que consiga dar um rabisco. O cara não consegue fazer um rabisco do que ele quer.

O senhor ainda faz à mão, não é?

Eu não uso nada. Nunca usei máquina e nem quero usar. Eu acho que tenho uma mão privilegiada que é para usá-la mesmo. É parte do meu corpo. Não é uma máquina, é parte do meu corpo, que produz coisas. Isso não existe mais. Nenhum jovem arquiteto é capaz de dar um traço. “Por favor, faz um esquema do que”…  “Não, deixe fazer no computador”. “Não, faz à mão para mim rapidamente, um croqui do que você quer”. Não tem mais essa linguagem. Linguagem gráfica não existe mais.

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