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São Paulo

PM Gisele: Justiça nega novo pedido de habeas corpus de tenente-coronel

Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana

26/10/2026 19:19
Arquivo pessoal
Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele - Metrópoles

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou um novo pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado da Polícia Militar (PM) Gisele Alves Santana.

Em decisão assinada na última sexta-feira (23/10), o relator, desembargador César Augusto Andrade de Castro, da 9ª Câmara de Direito Criminal, rejeitou os argumentos da defesa de que a prisão preventiva do réu carece de fundamentação adequada.

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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

Instagram/Reprodução

Os advogados do tenente-coronel sustentaram que ele possui residência fixa, ocupação lícita, cooperou com as investigações e não apresenta riscos à ordem pública ou à coleta de provas.

Ao analisar o recurso, o magistrado concluiu que a gravidade das acusações contra Geraldo Leite Rosa Neto e a necessidade de análise aprofundada impedem a constatação de ilegalidade imediata da prisão preventiva. Por isso, o pedido liminar para soltura do tenente-coronel foi indeferido.

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Neto está detido no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março, suspeito de assassinar a PM Gisele Alves com um tiro na cabeça. Ela foi encontrada morta, um mês antes, no apartamento do casal no Brás, na região central de São Paulo.

A defesa do tenente-coronel afirma que Gisele teria cometido suicídio. Ele responde por feminicídio e por fraude processual.

No último dia 6, Geraldo Leite Rosa Neto foi ouvido pela Justiça comum em interrogatório que durou oito horas. “Eu tô preso há 202 dias. Sem ter cometido crime nenhum, doutora. E assim… Eu sempre trabalhei honestamente, desde que eu era criança. Comecei a trabalhar com 10 anos de idade e nunca cometi um crime”, afirmou ele no depoimento.

No mês passado, o Conselho de Justificação Militar, que tem atribuição de decidir se Neto será demitido da Polícia Militar, ganhou acesso às provas do inquérito que apura a morte de Gisele. A 5ª Vara do Júri autorizou o compartilhamento do conteúdo em 21 de setembro.

Versão de suicídio colocada em dúvida

As suspeitas de que a soldado não teria se matado surgiram desde o momento em que a primeira equipe de socorristas chegou ao local onde ela estava mortalmente ferida, o bairro do Brás.

O bombeiro Rodrigo Almeida Rodrigues decidiu adiar o atendimento emergencial por alguns instante, pedindo para a equipe de socorristas aguardar, enquanto ele fotografava a cena com o celular.

A decisão, tomada em segundos, nasceu da desconfiança. Com 15 anos de atuação no Corpo de Bombeiros, habituado a lidar com homicídios, acidentes e suicídios, Rodrigues disse em depoimento à Polícia Civil que a cena que encontrou não se parecia com nenhuma que já havia atendido.

O registro fotográfico acabou preservando detalhes que ajudam a colocar em dúvida a versão de suicídio apresentada pelo tenente-coronel da PM Geraldo Neto, marido da soldado que jazia no chão.

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Laudos periciais reforçaram a desconfiança do socorrista, indicando, segundo a dinâmica da cena, ser inviável que Gisele tivesse atirado contra a própria cabeça. Ela foi levada de helicóptero ao Hospital das Clínicas, onde morreu cerca de quatro horas e meia após o tiro.

A versão do coronel

Deste então o oficial da PM sustenta que Gisele teria encontrado a arma dele dentro do apartamento e efetuado o disparo contra a própria cabeça.

De acordo com essa versão, a arma estaria guardada sobre o guarda-roupa  e a soldado teria conseguido pegá-la porque o quarto estava destrancado naquele dia.

A motivação para o tiro, defendida até o momento pelo coronel, seria o fato de Gisele não ter aceitado o fim do relacionamento, supostamente proposto por Geraldo Neto.

Mensagens trocadas entre o casal, porém, deslegitimam as afirmações do tenente-coronel. As conversas constam no processo conduzido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.