Após reunião, PM recua e estará em ato contra feminicídio na Paulista

PM havia negado presença no ato contra feminicídio por haver manifestação bolsonarista no mesmo local, que seria “antagônica”

atualizado

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Movimento Nacional Mulheres Vivas
Imagem colorida que convoca para ato na Paulista após casos chocantes de feminicídio tentado e consumado em São Paulo. - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida que convoca para ato na Paulista após casos chocantes de feminicídio tentado e consumado em São Paulo. - Metrópoles - Foto: Movimento Nacional Mulheres Vivas

A movimento Levante Mulheres Vivas, que organiza uma manifestação para o próximo domingo (7/12) na Avenida Paulista, em São Paulo, contra os recentes casos de feminicídio tentado e consumado, confirmou – em postagem nas redes sociais – que a Polícia Militar (PM) estará presente fazendo a segurança do ato.

A decisão foi tomada em reunião entre as coordenadoras do movimento e a corporação, na manhã desta sexta-feira (5/12).

“A organização do Levante Mulheres Viva realizou, na manhã de hoje, uma reunião de mediação com a Polícia Militar. Ficou acordada a realização do ato no MASP, neste domingo, às 14h. A PM estará presente com seus mediadores e equipe, garantindo a nossa segurança e o nosso direito de manifestação”, afirmou o levante.

A organização do levante agradeceu “a colaboração da PMSP na luta pela vida das mulheres”. “Nos vemos no MASP, dia 07!”, diz a publicação.

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSol) afirmou que as mulheres da organização saíram “muito satisfeitas” da reunião. “A corporação garantiu com tranquilidade o nosso direito de manifestação e a segurança do ato deste domingo, no MASP, na Avenida Paulista”, disse a parlamentar.

“Quero registrar publicamente esse compromisso e agradecer à instituição pela disposição ao diálogo. A manifestação está confirmada e todas as mulheres podem ir tranquilas. Estaremos nas ruas para gritar contra a violência machista e o feminicídio, como é nosso direito”, acrescentou.

PM não iria fazer segurança de ato contra feminicídio

Anteriormente, a PM havia afirmado que não seria possível fazer a segurança do ato, pois haveria manifestação “antagônica” prevista para acontecer na Avenida Paulista na mesma data e horário. Trata-se de um ato promovido por bolsonaristas em favor da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em ofício a Sâmia, o chefe da Seção Operacional do 11º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, responsável pela região da Paulista, citou o Decreto Estadual nº 64.074/2019, que estipula o prazo mínimo de cinco dias para comunicar a corporação sobre um ato, caso tenha a previsão de outro “antagônico” no mesmo local.

Ao Metrópoles, Sâmia destacou o estranhamento que causou o termo “antagônico”, visto que o ato contra os casos de feminicídio não é um tema político da esquerda. O levante também não se opõe à manifestação bolsonarista.

O que diz a SSP

Em nota enviada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar confirmou que mobilizou equipes do BAEP, CPAM-1 e CPTran para acompanhar as duas manifestações marcadas para domingo, na Paulista.

“Em reuniões com representantes dos manifestantes ficou definido que cada grupo ficará em um ponto diferente. Além disso, um dos grupos vai permanecer concentrado no MASP enquanto o outro se deslocará para outra região. Os policiais estarão posicionados na av. Paulista e nos arredores para garantir a manutenção da ordem e a segurança de todos os participantes”, diz o texto.

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