Piloto de helicóptero que sumiu já fez pouso forçado na Faria Lima
Piloto que conduzia o helicóptero que sumiu em São Paulo, na véspera de Ano-Novo, já precisou fazer pouso forçado na Faria Lima em 2020

São Paulo – O piloto Cassiano Tete Teodoro, de 44 anos, que conduzia o helicóptero que desapareceu na região da Serra do Mar, na véspera do Ano-Novo (31/12), já havia feito um pouso forçado em um prédio comercial da Faria Lima, o coração financeiro de São Paulo, em janeiro de 2020.
Na ocasião, o helicóptero de Cassiano teria sofrido uma falha mecânica e o piloto decidiu aterrissar na laje da sede de um banco, no Itaim Bibi, na zona sul da capital paulista. Nenhum passageiro ficou ferido.

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Ver todasConhecido por realizar serviços para famosos, Cassiano é uma das quatro pessoas que estão desaparecidas desde o sumiço do helicóptero no Réveillon.
Durante a carreira, o piloto já recebeu mais de 17 autos de infração e entrou na mira do Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) por suposta atuação clandestina. Em 2022, ele também teve a licença de piloto caçada por suposta “conduta grave de fraude” e só recuperou a autorização em outubro de 2023 após realizar uma série de cursos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPHelicóptero que sumiu
Cassiano conduzia o helicóptero que partiu do Campo de Marte, na zona norte da cidade de São Paulo, com destino a Ilhabela, no litoral paulista, no Réveillon.
A aeronave tinha mais três passageiros a bordo e sumiu dos radares na altura da Serra do Mar, na região de São José dos Campos, no dia 31 dezembro. O helicóptero e os tripulantes são alvo de buscas da Força Aérea Brasileira (FAB), com apoio da Polícia Militar (PM).
O piloto é um dos sócios da CBA Investimentos, que compartilha a propriedade do helicóptero desaparecido com outra empresa, a RGI Locações.
Conforme divulgado pelo Metrópoles, o MPF recomendou, há mais de um ano, o fim da prestação de serviço das empresas por considerar que elas atuavam de forma clandestina.
Quem são os passageiros
Estavam no helicóptero os passageiros: Raphael Torres, Letícia Sakumoto, de 20 anos, e a mãe dela, Luciana Rodzewics, de 45 anos.
Ao Metrópoles, familiares de Letícia e Luciana disseram que elas foram convidadas por Raphael, amigo de Letícia, para um “bate-volta” na praia. O rapaz também seria amigo de Cassiano.
Segundo parentes, Letícia é especialista em aplicação de unhas de gel. Ela trabalha em um salão de beleza. Já Luciana, a mãe da jovem, é comerciante e atua no ramo de moda feminina.
“A ideia, inicialmente, era a gente passar o Réveillon na casa da minha mãe, em Itaquera [na capital paulista], mas, de última hora, ela desistiu”, disse a filha Clara Silvia.
Pouso forçado
Durante a viagem, Letícia mandou mensagem e chegou a enviar vídeo (veja abaixo) ao namorado, Henrique Stellato, para mostrar que o voo era realizado em meio às más condições climáticas. “Tá perigoso. Muita neblina. Estou voltando”, escreveu.
A jovem também registrou um pouso de emergência que foi feito durante o percurso. “Pousamos no meio do mato”, relatou.
Por causa do mau tempo, o piloto teria desistido de chegar ao destino final e retornaria à capital paulista. A aeronave, no entanto, sumiu nesse caminho.
















