Penélope do PCC: líder da facção que atuava como disciplina é presa
Polícia encontrou no celular da mulher conversas que revelam a atuação da disciplina do PCC no Vale do Ribeira e no litoral sul de São Paulo
atualizado
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Ariane de Pontes Rolim, de 30 anos, conhecida como Penélope ou Pandora, foi presa na noite dessa segunda-feira (10/3) pela Polícia Civil, apontada como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) e integrante da disciplina da facção no litoral sul de São Paulo e no Vale do Ribeira. O setor de disciplina é responsável por aplicar punições àqueles que não cumprem as regras da organização criminosa.
Segundo o delegado Bruno Lazaro, da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém, Ariane atuava organizando o tráfico de drogas no Bairro Guapura. Ela foi presa no mesmo bairro, durante operação coordenada pela Dise.
Com Penélope foram apreendidos um caderno de anotações referente ao tráfico da região e um celular — o aparelho é peça-chave na investigação, pois mostrou para as autoridades o método de acionamento do setor de disciplina do PCC.
A mulher presa apresentava um hematoma no olho direito. Em depoimento à polícia, ela contou que a marca foi resultado de uma briga familiar com uma prima na semana passada. Ela não resistiu à prisão.
Mensagens em grupos de conversa
Em grupos de conversa analisados no celular de Penélope, havia relatos de delitos envolvendo integrantes da facção, bem como a determinação de punições para aqueles considerados “culpados”.
O aparelho continha também imagens de homens baleados. Os registros do setor de disciplina teriam sido feitos para comprovar os castigos colocados em prática.
