Paraisópolis: urbanização prevê alargar vielas e aterrar fiação. Veja
Projeto para Paraisópolis anunciado pelo prefeito Ricardo Nunes custará R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos. Meta é iniciar obras em 2026
atualizado
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O projeto da Prefeitura de São Paulo de urbanização do Complexo de Paraisópolis, na zona sul de capital, prevê requalificar ruas e calçadas, aterramento de fiação e arborização de áreas. A proposta, confirmada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) na última quarta-feira (7/1), também removerá cerca de 2 mil moradias para conjuntos habitacionais dentro do próprio complexo.
O prefeito disse que as remoções permitirão tornar mais acessíveis vielas estreitas do complexo de favelas onde hoje não é possível passar com uma cadeira de rodas, por exemplo. Segundo ele, algumas das vielas de Paraisópolis têm apenas 60 cm de largura e ficarão com até 3 metros depois das obras.
Quantos aos comerciantes afetados pelas intervenções nas vias do bairro, Nunes informou que haverá indenização.
“Eu aprovei uma lei que me permite isso. Ela vai lá e avalia o valor daquele imóvel, a gente indeniza e essas pessoas saem do local. No comércio é a mesma coisa. A gente está num diálogo intenso e bastante aberto com a comunidade de Paraisópolis para eles entenderem a importância que é de a gente revitalizar tudo aquilo”, disse o prefeito durante agenda de entrega de um bosque urbano na zona norte, na quinta-feira (7/1).
Veja imagens ilustrativas do projeto:
Dentre as melhorias, estão previstos abertura de até 17,8 quilômetros de ruas e vielas, enterramento de fiação, instalação de novas iluminações públicas, drenagem, saneamento e arborização.
Um dos principais destaques do projeto é o prolongamento da Avenida Hebe Camargo, que criará uma ligação importante para o acesso à estação São Paulo-Morumbi, da Linha 4-Amarela do metrô.
Também será implantado o Pavilhão Cultural do Grotão, com 7.500 metros quadrados, e a requalificação da Casa Hans Broos como polo cultural e artístico na região.
UPA 24 horas, CAPS e novos equipamentos educacionais e esportivos também fazem parte do planejamento da gestão municipal. Já na área de meio ambiente, será implantando o Parque Linear Itapaiúna.
Consulta pública
O projeto passará agora para a fase de consulta pública. Segundo o prefeito, a consulta será aberta ainda nesta semana para ouvir sugestões da população sobre o tema. A meta é iniciar as obras ainda em 2026.
“O programa não é um conjunto de ações pontuais, mas uma estratégia integrada de transformação urbana, que busca reduzir desigualdades históricas, melhorar a qualidade de vida da população e integrar Paraisópolis de forma sustentável ao restante da cidade”, afirmou o prefeito.
A urbanização de Paraisópolis custará R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos e deve atingir também outras comunidades, como o Jardim Colombo e Porto Seguro. A obra será financiada com recursos arrecadas na venda dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPACs), que liberaram construtoras para subirem prédios mais altos na região da Faria Lima, na Operação Urbana Faria Lima.












