Paraisópolis: comerciantes afetados serão indenizados, diz Nunes
Prefeito de São Paulo afirma que indenizirá comerciantes atingidos por projeto de urbanização da comunidade de Paraisópolis
atualizado
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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quinta-feira (8/1) que o município vai indenizar os comerciantes afetados pelo programa de urbanização da comunidade de Paraisópolis, na zona sul, anunciado pela prefeitura.
A ação prevê a remoção de cerca de duas mil famílias, que serão realocadas para unidades habitacionais dentro da própria região, de acordo com a gestão municipal.
Segundo o prefeito, os moradores terão a opção de aderir ao auxílio-aluguel enquanto aguardam a entrega da nova moradia. Caso contrário, poderão optar por uma indenização.
“Eu aprovei uma lei que me permite isso. Ela vai lá e avalia o valor daquele imóvel, a gente indeniza e essas pessoas saem do local. No comércio é a mesma coisa. A gente está num diálogo intenso e bastante aberto com a comunidade de Paraisópolis para eles entenderem a importância que é de a gente revitalizar tudo aquilo”, disse Nunes durante agenda de entrega de um bosque urbano na zona norte.
Segundo a gestão, a intenção é tornar mais acessíveis vielas estreitas do complexo de favelas onde hoje não é possível passar com uma cadeira de rodas, por exemplo.
A ação prevê a entrega de empreendimentos habitacionais já em andamento na região, além do mapeamento de áreas vazias que poderão viabilizar a construção no bairro de novos apartamentos do programa Pode Entrar. Segundo a prefeitura, 2.083 unidades serão entregues no plano.
O projeto para as obras em Paraisópolis deve entrar, agora, na fase de consulta pública. Segundo Nunes, a consulta será aberta nestas semana para receber sugestões da população sobre o tema. A meta é dar início às obras ainda neste ano.
A urbanização do Complexo de Paraisópolis custará R$ 1,6 bilhão aos cofres municipais e deve atingir, além da favela de Paraisópolis, as comunidades Jardim Colombo e Porto Seguro.
A obra será financiada com os recursos arrecadados na venda dos chamados Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPACs), que liberaram as construtoras para subirem prédios mais altos na região da Faria Lima, na Operação Urbana Faria Lima.
O que o projeto prevê?
- Abertura e melhoria de até 17,8 km de ruas e vielas.
- Prolongamento da Avenida Hebe Camargo e criação de uma ligação para facilitar o acesso à estação São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela do metrô.
- Implantação do Pavilhão Cultural do Grotão, espaço com 7,5 mil m², e requalificação da Casa Hans Broos como polo cultural e artístico.
- Implantação de UPA 24 horas, CAPS e um novo CEU no local.
- Implantação do Parque Linear Itapaiúna.
