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Urbanização bilionária de Paraisópolis vai remover 2 mil famílias

Prefeito Ricardo Nunes (MDB) diz que todos os moradores terão atendimento habitacional, mas que remoções são necessárias para alargar ruas

atualizado

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Imagem mostra a favela de Paraisópolis, em São Paulo, que tem casas de tijolo - Metrópoles
1 de 1 Imagem mostra a favela de Paraisópolis, em São Paulo, que tem casas de tijolo - Metrópoles - Foto: Kassá/Gettyimages

O projeto bilionário da Prefeitura de São Paulo para urbanizar o Complexo de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, prevê remover duas mil moradias do local. As famílias serão realocadas para conjuntos habitacionais no próprio complexo. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (7/1) pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) durante entrevista a jornalistas em uma agenda na zona leste da cidade.

“É um projeto grande. A gente vai ter ali a remoção de mais de 2 mil casas porque as ‘vielinhas’ terão que ser alargadas. Todas essas pessoas terão o atendimento habitacional, ninguém vai ficar desamparado, mas é necessário ampliar ruas, fazer extensão da Avenida Hebe Camargo e fazer o alargamento das vielas”, afirmou Nunes.

O prefeito disse que as remoções permitirão tornar mais acessíveis vielas estreitas do complexo de favelas onde hoje não é possível passar com uma cadeira de rodas, por exemplo. Segundo ele, algumas das vielas de Paraisópolis têm apenas 60 cm de largura e ficarão com até 3 metros depois das obras.

O projeto de urbanização prevê a entrega de empreendimentos habitacionais já em andamento na região, além do mapeamento de áreas vazias que poderão viabilizar a construção de novos apartamentos do programa Pode Entrar no bairro. Segundo a Prefeitura, 2.083 unidades serão entregues no plano.

Na terça-feira (6), o projeto foi apresentado em uma reunião pelo presidente da SP Urbanismo, Pedro Fernandes, para o prefeito e os secretários municipais da cidade.


O que o projeto prevê?

  • Abertura e melhoria de até 17,8 km de ruas e vielas.
  • Prolongamento da Avenida Hebe Camargo e criação de uma ligação para facilitar o acesso à estação São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela do metrô.
  • Implantação do Pavilhão Cultural do Grotão, espaço com 7,5 mil m², e requalificação da Casa Hans Broos como polo cultural e artístico.
  • Implantação de UPA 24 horas, CAPS e um novo CEU no local.
  • Implantação do Parque Linear Itapaiúna.

Durante a reunião desta terça, o secretário de Segurança Urbana, Orlando Morando, interveio na apresentação sugerindo que uma base da Guarda Civil Metropolitana (GCM) fosse instalada dentro da comunidade. O equipamento não estava previsto inicialmente no projeto. Participantes do encontro chegaram a apontar uma sugestão de local para a implantação.

O projeto para as obras em Paraisópolis deve entrar, agora, na fase de consulta pública. Segundo Nunes, a consulta será aberta nestas semana para receber sugestões da população sobre o tema. A meta é dar início às obras ainda neste ano.

A urbanização do Complexo de Paraisópolis custará R$ 1,6 bilhão aos cofres municipais e deve atingir, além da favela de Paraisópolis, as comunidades Jardim Colombo e Porto Seguro. A obra será financiada com os recursos arrecadados na venda dos chamados Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPACs), que liberaram as construtoras para subirem prédios mais altos na região da Faria Lima, na Operação Urbana Faria Lima.

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