Palmeirense foragido por emboscada contra o Cruzeiro é preso em SP
Tales Augusto dos Santos Alcântara era procurado pelas autoridades por suspeita de participação na emboscada que matou 1 cruzeirense em 2024
atualizado
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A Polícia Militar de São Paulo prendeu, neste domingo (31/5), mais um torcedor do Palmeiras foragido por envolvimento na emboscada que matou um cruzeirense em 2024. Tales Augusto dos Santos Alcântara, de 30 anos, foi encontrado na região do Jardim Jaqueline, zona oeste da capital paulista.
O homem era procurado pelos crimes de homicídio e de causar incêndio. Na ocasião, torcedores da organizada Mancha Alviverde interceptaram ônibus de torcedores do Cruzeiro em Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, depredaram os veículos e agrediram os adversários.
Emboscada mata torcedor do Cruzeiro
- Por volta das 5h do dia 27 de outubro de 2024, no km 65 da Rodovia Fernão Dias, trecho de Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, membros da Mancha Alvi Verde, torcida do Palmeiras, fizeram uma emboscada para torcedores do Cruzeiro.
- Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram acionados para a ocorrência e, no local, encontraram um ônibus incendiado e outro depredado. Rojões, barras de ferro, madeiras e fogos de artifício foram apreendidos.
- Como mostrado pelo Metrópoles, a organizada palmeirense teria monitorado e interceptado a Máfia Azul, torcida organizada cruzeirense, que viajava em dois ônibus na rodovia.
- Os torcedores mineiros voltavam de Curitiba, no Paraná, onde o Cruzeiro jogou contra o Athletico Paranaense.
- Os membros da Mancha Alviverde foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e vão responder criminalmente por homicídio qualificado tentado e consumado, incêndio e promoção de tumulto esportivo.
- Segundo o MPSP, a emboscada foi motivada por vingança a um ataque semelhante que ocorreu em 28 de setembro de 2022.
- Após denúncia e pronúncia, 20 torcedores palmeirenses irão a júri popular.
Mancha verde assume emboscada e paga R$ 2 milhões
A Mancha Alviverde assumiu a responsabilidade civil pela emboscada após um acordo com o MPSP. Com o documento, a organizada do Palmeiras admitiu que “os fatos foram planejados, organizados e executados por membros da agremiação” e se comprometeu a nunca mais realizar emboscadas.
O acordo prevê ainda o pagamento de uma indenização de R$ 2 milhões. O valor será destinado à reparação dos danos materiais e morais, priorizando os familiares de José Victor Miranda, o cruzeirense morto. Os herdeiros da vítima deverão receber R$ 1 milhão da Mancha, enquanto R$ 200 mil serão destinados à empresa do dono do ônibus incendiado e R$ 250 mil vão para o Fundo Municipal de Segurança de Mairiporã.
O restante será destinado, a título de reparação mínima, para as demais vítimas, que ainda podem buscar reparação individual na Justiça. Aquelas que sofreram lesões graves e gravíssimas receberão até R$ 80 mil e as com lesão leve terão direito a até R$ 20 mil.









