Emboscada palmeirense: torcedores denunciados irão a júri popular

Segundo o MPSP, 20 torcedores do Palmeiras foram acusados de participarem da emboscada que matou um torcedor do Cruzeiro em outubro de 2024

atualizado

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justiça palmeirenses emboscada juri
1 de 1 justiça palmeirenses emboscada juri - Foto: Material cedido ao Metrópoles

A Justiça de Mairiporã, na Grande São Paulo, determinou, na última sexta-feira (26/9), que os torcedores palmeirenses denunciados por participação na emboscada que matou um torcedor do Cruzeiro, em outubro do ano passado, sejam julgados por um júri popular.

Segundo o Ministério Público (MPSP), a Justiça acolheu integralmente a denúncia feita pela promotoria, mas ainda não há data para a realização do júri.

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A torcida da Máfia Azul foi alvo do ataque
Os agressores dispararam uma chuva de rojões para emboscar as vítimas
Um dos ônibus pegou fogo
O trânsito na rodovia foi interrompido
Torcedores do Palmeiras emboscaram e espancaram cruzeirenses
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Torcedores do Palmeiras emboscaram e espancaram cruzeirenses

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A torcida da Máfia Azul foi alvo do ataque
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A torcida da Máfia Azul foi alvo do ataque

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Os agressores dispararam uma chuva de rojões para emboscar as vítimas
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Os agressores dispararam uma chuva de rojões para emboscar as vítimas

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Um dos ônibus pegou fogo
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Um dos ônibus pegou fogo

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O trânsito na rodovia foi interrompido
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O trânsito na rodovia foi interrompido

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Ainda de acordo com o MPSP, 20 torcedores do Palmeiras foram acusados pelas práticas de homicídio, 15 tentativas de homicídio, incêndio e promoção de tumulto esportivo.

Em junho deste ano, o  Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou, em nota ao Metrópoles, que foram arroladas 12 vítimas, oito testemunhas de acusação e 37 testemunhas de defesa para serem ouvidas ao longo do processo que decidiu pela determinação do júri popular

Denúncia

A denúncia foi apresentada pela promotoria ainda no final de 2024 e aponta que centenas de torcedores vinculados à Mancha alvi Verde, organizada do Palmeiras, utilizaram pedaços de pau, pedras, barras de ferro e rojões para agredir os torcedores do Cruzeiro que, no dia 27 de outubro de 2024, retornavam de uma partida jogada no Paraná.

Segundo o Ministério Público, os denunciados assumiram o risco de matar José Victor dos Santos Miranda, de 30 anos, “por motivo torpe, com emprego de meio cruel e que possa resultar perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima”.

“Os presentes delitos, inclusive, são reação a uma briga que ocorreu entre as torcidas em Minas Gerais. Este contexto de rivalidade violenta reforça o risco. Soltos, os denunciados sem dúvida irão planejar novos delitos em face de torcedores do clube rival, colocando toda a sociedade em risco”, argumentam os promotores.

Dos 20 denunciados pelo Ministério Público, 16 estão presos e quatro foragidos. Entre os presos, estão Jorge Luiz Sampaio Santos e Felipe Mattos dos Santos, ex-presidente e vice da Mancha alvi Verde.


Emboscada da Mancha alvi Verde

  • Por volta das 5h do último dia 27 de outubro, no km 65 da Rodovia Fernão Dias, trecho de Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, membros da Mancha alvi Verde, torcida do Palmeiras, fizeram uma emboscada para torcedores do Cruzeiro.
  • Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram acionados para a ocorrência e, no local, encontraram um ônibus incendiado e outro depredado. Rojões, barras de ferro, madeiras e fogos de artifício foram apreendidos.
  • O MPSP aponta que a emboscada foi motivada por vingança a um ataque semelhante que ocorreu em 28 de setembro de 2022.
  • Como mostrado pelo Metrópoles, a organizada palmeirense teria monitorado e interceptado os cruzeirenses, que viajavam em dois ônibus na Rodovia Fernão Dias. Os torcedores mineiros voltavam de Curitiba, no Paraná, onde o Cruzeiro jogou contra o Athletico Paranaense.
  • Os membros da Mancha alvi Verde são investigados pela Polícia Civil e vão responder criminalmente por homicídio, incêndio, associação criminosa, lesão corporal e promover tumulto, assim como praticar ou incitar a violência em eventos esportivos.
  • O Ministério Público paulista também investiga a torcida organizada do Palmeiras como facção criminosa.

 

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