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São Paulo

Padrasto é condenado após enteado pedir socorro em bilhete dentro de lanche

O padrasto agredia, deixava sem comer e abusava do trabalho do adolescente em uma lanchonete da família, segundo o MPSP

28/08/2026 13:16
Reprodução/Google Maps
Imagem colorida do TJSP de Cesário Lange, que julgou a condenação do padrasto por maus-tratos - Metrópoles

A Justiça condenou um padrasto a cinco anos de prisão por maus-tratos contra o enteado, em Cesário Lange, no interior de São Paulo. O homem agredia, deixava sem comer e abusava do trabalho do adolescente em uma lanchonete da família, segundo a denúncia do Ministério Público do Estado (MPSP).

De acordo com a promotora de Justiça Daniele Recchi, os maus-tratos ocorreram entre outubro de 2021 e outubro de 2023 e também estavam relacionados à orientação sexual da vítima. O adolescente contou que trabalhava das 7h à meia-noite e era agredido com tapas, chutes, socos e chineladas.

Em um dos relatos, ele expôs o abuso: “Sou eu que faço os lanches, trabalho de domingo a domingo, vejo meus amigos saindo, passeando e eu não posso, eu não queria mais ter que trabalhar”. O jovem também mencionou que o padrasto, a mãe e os irmãos saíam para se divertir em passeios enquanto ele permanecia trabalhando.

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O caso foi descoberto pelas autoridades após a vítima procurar a escola e o Conselho Tutelar. Em pedido de socorro, ele também colocou um bilhete dentro da embalagem de um lanche entregue a uma cliente da lanchonete.

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A Justiça fixou a pena do padrasto em cinco anos, quatro meses e cinco dias de reclusão, em regime inicial semiaberto. Na decisão, o magistrado reconheceu que os crimes foram praticados repetidas vezes e considerou a prática das agressões, o trabalho excessivo, a privação de alimentos e o preconceito relacionado à orientação sexual na dosimetria da pena.