Obras de arte roubadas da Biblioteca Mário de Andrade valem R$ 1,3 milhão. Veja vídeo
O valor foi estipulado pelos responsáveis pela biblioteca Mário de Andrade. Ao todo, foram roubadas 13 obras de Matisse e Portinari
atualizado
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O roubo de 13 obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, causou um prejuízo de pelo menos R$ 1,325 milhão. O valor foi estipulado pelos responsáveis da biblioteca e aparece nos registros oficiais da investigação sobre o caso.
Gabriel Pereira de Mello, conhecido como Gargamel, e Felipe dos Santos Fernandes, vulgo Sujinho, roubaram 13 obras da biblioteca na manhã do dia 7 de dezembro de 2025. Ao todo foram, oito gravuras da série “Jazz” de Henri Matisse e cinco gravuras de Cândido Portinari.
O Metrópoles apurou que as obras eram: The Clown, The Circus, Monsieur Loyal, The nightmare of the white elephant, The Codomas, The swimmer in the tank, The sword swallower, The cowboy, de Matisse; e Homem a Cavalo com Menino na Garupa, Mestiço Preso em Tronco, Homem Morto, Queimada no Canavial e Mulher Morta, de Portinari.
Inicialmente, o valor não havia sido revelado, pois as obras têm apólice de seguro vigente e os valores do seguro são sigilosos por contrato, mas o processo obtido pelo Metrópoles revelou o prejuízo.
Até o momento desta publicação, nenhuma das obras foi recuperada. A Polícia Civil acredita que o acervo está com Gabriel, que segue foragido. A Justiça também determinou o bloqueio desse valor na conta dos suspeitos.
Dia do crime
- No dia do roubo, Felipe foi encontrar Gabriel na casa dele, na rua Conde de Sarzedas. De lá a dupla parte para a biblioteca, chegando por volta das 10h20.
- Na ação um segurança e um casal foram rendidos por Gabriel, que usava uma arma de fogo.
- Em um pouco mais de 20 minutos, os assaltantes deixam a biblioteca pela porta da frente, carregando as 13 obras roubadas, avaliadas em aproximadamente R$ 1 milhão e 325 mil.
- A polícia acredita que Gabriel planejou o crime cerca de um mês antes de colocá-lo em prática.
Problema na fuga
O veículo usado na fuga apresenta uma pane elétrica na Rua João Adolfo, a dois quilômetros da Biblioteca Mário de Andrade. Os suspeitos continuam a fuga a pé. Em um dado momento, Felipe paga R$ 30 para um usuário de drogas para ajudá-lo a a carregar as obras.
Nos vídeos acima, é possível ver que, às 11h, Gabriel chega no prédio em que mora carregando a primeira leva das obras roubadas. Antes ele é flagrado quebrando as molduras do acervo subtraído.
Posteriormente, aparece Luis Carlos Nascimento, conhecido como Magrão. Ele ajudou Felipe e Gabriel a transportar o restante das obras. Magrão também foi preso, no dia 18 em dezembro.
Na parte da noite, a esposa de Gabriel, Cícera de Oliveira Santos, é vista chegando no prédio do companheiro. Ela deixa o edifício às 19h38 com duas sacolas contendo as obras e as entrega para o marido, que naquele momento já não se encontrava no próprio apartamento.
Cícera é presa no dia 19 de dezembro.
Por volta das 20h30, Gabriel foi visto na estação de metrô Parque Dom Pedro. Ele desembarca na estação Itaquera, onde é flagrado pela última vez.
Roubo em biblioteca
- Dois homens armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade e fugiram com 13 obras dos artistas Henri Matisse e Candido Portinari no dia 7 de dezembro.
- O acervo pertencia à exposição “Do Livro ao Museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).
- Henri Matisse foi um pintor francês do início do século 20, figura central do fauvismo, movimento marcado pelo uso ousado de cores vivas e pinceladas livres. Portinari, por sua vez, é um dos maiores artistas do modernismo brasileiro.
- A investigação levantou que um Celta, pertencente a Gargamel, foi usado por ele e Felipe no dia do crime. Após o assalto, o veículo teria servido como esconderijo temporário das obras.
- A ligação entre eles e Luís do Carmo se deu após o encontro de um registro de câmera de monitoramento, na qual o trio aparece caminhando por uma rua da região central, instantes após o crime.
- Segundo a polícia, as obras foram então levadas ao apartamento de Gargamel, no bairro do Glicério, que fica a cerca de dois quilômetros de distância do local do roubo.
- Câmeras do condomínio o flagraram chegando com as obras e, logo depois, fugindo – já com uma roupa diferente da usada no assalto.
- A Polícia Civil acredita que o roubo foi realizado sob encomenda.
- Até o momento, nenhuma das obras roubadas foi recuperada e a polícia acredita que todas elas estão com o Gargamel.



















