Obras de arte roubadas da Biblioteca Mário de Andrade valem R$ 1,3 milhão. Veja vídeo

O valor foi estipulado pelos responsáveis pela biblioteca Mário de Andrade. Ao todo, foram roubadas 13 obras de Matisse e Portinari

atualizado

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Imagem colorida de suspeitos roubando obras de arte. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de suspeitos roubando obras de arte. Metrópoles - Foto: Reprodução

O roubo de 13 obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, causou um prejuízo de pelo menos R$ 1,325 milhão. O valor foi estipulado pelos responsáveis da biblioteca e aparece nos registros oficiais da investigação sobre o caso.

Gabriel Pereira de Mello, conhecido como Gargamel, e Felipe dos Santos Fernandes, vulgo Sujinho, roubaram 13 obras da biblioteca na manhã do dia 7 de dezembro de 2025. Ao todo foram, oito gravuras da série “Jazz” de Henri Matisse e cinco gravuras de Cândido Portinari.

Obras de arte roubadas da Biblioteca Mário de Andrade valem R$ 1,3 milhão - destaque galeria
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Mulher Morta, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
Queimada no Canavial, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
Homem Morto, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
Mestiço preso em Tronco, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
The Coyboy, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade
Homem a Cavalo com Menino na Garupa - 1959, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Homem a Cavalo com Menino na Garupa - 1959, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo
Mulher Morta, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Mulher Morta, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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Queimada no Canavial, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Queimada no Canavial, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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Homem Morto, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Homem Morto, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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Mestiço preso em Tronco, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Mestiço preso em Tronco, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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The Coyboy, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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The Coyboy, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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The Sword Swallower, obra de Henry Matisse roubada da biblioteca Mário de Andrade
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The Sword Swallower, obra de Henry Matisse roubada da biblioteca Mário de Andrade

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The Swimmer in the tank, obra de Henry Matisse roubada da Biiblioteca Mário de Andrade
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The Swimmer in the tank, obra de Henry Matisse roubada da Biiblioteca Mário de Andrade

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The Codomas, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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The Codomas, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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The nightmare of the white elephant, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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The nightmare of the white elephant, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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Monsieur Loyal, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Monsieur Loyal, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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The Circus, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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The Circus, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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Obra The Clown, de Henry Matisse, roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Obra The Clown, de Henry Matisse, roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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O Metrópoles apurou que as obras eram: The Clown, The Circus, Monsieur Loyal, The nightmare of the white elephant, The Codomas, The swimmer in the tank, The sword swallower, The cowboy, de Matisse; e Homem a Cavalo com Menino na Garupa, Mestiço Preso em Tronco, Homem Morto, Queimada no Canavial e Mulher Morta, de Portinari.

Inicialmente, o valor não havia sido revelado, pois as obras têm apólice de seguro vigente e os valores do seguro são sigilosos por contrato, mas o processo obtido pelo Metrópoles revelou o prejuízo.

Até o momento desta publicação, nenhuma das obras foi recuperada. A Polícia Civil acredita que o acervo está com Gabriel, que segue foragido. A Justiça também determinou o bloqueio desse valor na conta dos suspeitos.


Dia do crime

  • No dia do roubo, Felipe foi encontrar Gabriel na casa dele, na rua Conde de Sarzedas. De lá a dupla parte para a biblioteca, chegando por volta das 10h20.
  • Na ação um segurança e um casal foram rendidos por Gabriel, que usava uma arma de fogo.
  • Em um pouco mais de 20 minutos, os assaltantes deixam a biblioteca pela porta da frente, carregando as 13 obras roubadas, avaliadas em aproximadamente R$ 1 milhão e 325 mil.
  • A polícia acredita que Gabriel planejou o crime cerca de um mês antes de colocá-lo em prática.

Problema na fuga

O veículo usado na fuga apresenta uma pane elétrica na Rua João Adolfo, a dois quilômetros da Biblioteca Mário de Andrade. Os suspeitos continuam a fuga a pé. Em um dado momento, Felipe paga R$ 30 para um usuário de drogas para ajudá-lo a a carregar as obras.

Nos vídeos acima, é possível ver que, às 11h, Gabriel chega no prédio em que mora carregando a primeira leva das obras roubadas. Antes ele é flagrado quebrando as molduras do acervo subtraído.

Posteriormente, aparece Luis Carlos Nascimento, conhecido como Magrão. Ele ajudou Felipe e Gabriel a transportar o restante das obras. Magrão também foi preso, no dia 18 em dezembro.

Na parte da noite, a esposa de Gabriel, Cícera de Oliveira Santos, é vista chegando no prédio do companheiro. Ela deixa o edifício às 19h38 com duas sacolas contendo as obras e as entrega para o marido, que naquele momento já não se encontrava no próprio apartamento.

Cícera é presa no dia 19 de dezembro.

Por volta das 20h30, Gabriel foi visto na estação de metrô Parque Dom Pedro. Ele desembarca na estação Itaquera, onde é flagrado pela última vez.


Roubo em biblioteca

  • Dois homens armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade e fugiram com 13 obras dos artistas Henri Matisse e Candido Portinari no dia 7 de dezembro.
  • O acervo pertencia à exposição “Do Livro ao Museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).
  • Henri Matisse foi um pintor francês do início do século 20, figura central do fauvismo, movimento marcado pelo uso ousado de cores vivas e pinceladas livres. Portinari, por sua vez, é um dos maiores artistas do modernismo brasileiro.
  • A investigação levantou que um Celta, pertencente a Gargamel, foi usado por ele e Felipe no dia do crime. Após o assalto, o veículo teria servido como esconderijo temporário das obras.
  • A ligação entre eles e Luís do Carmo se deu após o encontro de um registro de câmera de monitoramento, na qual o trio aparece caminhando por uma rua da região central, instantes após o crime.
  • Segundo a polícia, as obras foram então levadas ao apartamento de Gargamel, no bairro do Glicério, que fica a cerca de dois quilômetros de distância do local do roubo.
  • Câmeras do condomínio o flagraram chegando com as obras e, logo depois, fugindo – já com uma roupa diferente da usada no assalto.
  • A Polícia Civil acredita que o roubo foi realizado sob encomenda.
  • Até o momento, nenhuma das obras roubadas foi recuperada e a polícia acredita que todas elas estão com o Gargamel.

 

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