Obras de arte de biblioteca seguem desaparecidas, 3 meses após roubo

Segundo a polícia, as obras roubadas estão com o suspeito Gabriel Pereira de Mello, conhecido como Gargamel, foragido desde o dia do crime

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1 de 1 arte grafica de homem sorrino discretamento. Ele é branco, com camiseta branca, e ao fundo há cifrões verdes e um fundo colirido - Metrópoles - Foto: Arte/Alfredo Henrique/Metrópoles

No último dia 7 de dezembro, dois homens armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, e roubaram 13 obras de arte dos artistas Henri Matisse e Candido Portinari. Três meses depois, o acervo segue desaparecido, em posse de um dos suspeitos.

Segundo a Polícia Civil, as obras de artes estão sob posse de Gabriel Pereira de Mello (foto em destaque), conhecido como Gargamel, foragido desde o dia do roubo. Ele é suspeito de invadir a biblioteca com o comparsa Felipe dos Santos Fernandes, conhecido como sujinho. A dupla teria invadido o local, rendido seguranças e fugido com as obras. Felipe está preso desde o dia 8 de dezembro.

Cerca de duas semanas depois do roubo, a investigação também prendeu Cícera de Oliveira Santos. Ela é a esposa de Gabriel e apontada pelas autoridades como responsável por ajudar a dupla a esconder as obras roubadas. Luís do Carmo, o Irmão Magrão, também foi preso em dezembro. Tratado pela polícia como membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), ele teria desempenhado função no planejamento do crime.


Roubo em biblioteca

  • Dois homens armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade e fugiram com 13 obras dos artistas Henri Matisse e Candido Portinari no dia 7 de dezembro.
  • O acervo pertencia à exposição “Do Livro ao Museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).
  • Henri Matisse foi um pintor francês do início do século 20, figura central do fauvismo, movimento marcado pelo uso ousado de cores vivas e pinceladas livres. Portinari, por sua vez, é um dos maiores artistas do modernismo brasileiro.
  • A investigação levantou que um Celta, pertencente a Gargamel, foi usado por ele e Felipe no dia do crime. Após o assalto, o veículo teria servido como esconderijo temporário das obras.
  • A ligação entre eles e Luís do Carmo se deu após o encontro de um registro de câmera de monitoramento, na qual o trio aparece caminhando por uma rua da região central, instantes após o crime.
  • Segundo a polícia, as obras foram então levadas ao apartamento de Gargamel, no bairro do Glicério, que fica a cerca de dois quilômetros de distância do local do roubo.
  • Câmeras do condomínio o flagraram chegando com as obras e, logo depois, fugindo – já com uma roupa diferente da usada no assalto.
  • A Polícia Civil acredita que o roubo foi realizado sob encomenda.

Obras roubadas

Segundo o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), foram subtraídas oito gravuras da série “Jazz”, de Henri Matisse, e cinco gravuras da série “Menino de Engenho”, de Candido Portinari. Veja fotos:

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13 imagens
Mulher Morta, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
Queimada no Canavial, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
Homem Morto, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
Mestiço preso em Tronco, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
The Coyboy, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade
Homem a Cavalo com Menino na Garupa - 1959, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Homem a Cavalo com Menino na Garupa - 1959, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo
Mulher Morta, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Mulher Morta, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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Queimada no Canavial, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Queimada no Canavial, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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Homem Morto, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Homem Morto, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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Mestiço preso em Tronco, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Mestiço preso em Tronco, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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The Coyboy, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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The Coyboy, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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The Sword Swallower, obra de Henry Matisse roubada da biblioteca Mário de Andrade
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The Sword Swallower, obra de Henry Matisse roubada da biblioteca Mário de Andrade

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The Swimmer in the tank, obra de Henry Matisse roubada da Biiblioteca Mário de Andrade
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The Swimmer in the tank, obra de Henry Matisse roubada da Biiblioteca Mário de Andrade

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The Codomas, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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The Codomas, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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The nightmare of the white elephant, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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The nightmare of the white elephant, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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Monsieur Loyal, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Monsieur Loyal, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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The Circus, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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The Circus, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

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Obra The Clown, de Henry Matisse, roubada da Biblioteca Mário de Andrade
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Obra The Clown, de Henry Matisse, roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

O Metrópoles apurou que as obras são: The Clown, The Circus, Monsieur Loyal, The nightmare of the white elephant, The Codomas, The swimmer in the tank, The sword swallower, The cowboy, de Matisse; e Homem a Cavalo com Menino na Garupa, Mestiço Preso em Tronco, Homem Morto, Queimada no Canavial e Mulher Morta, de Portinari.

O roubo aconteceu no último dia em que a mostra estava em cartaz.

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