“Não serviremos ao PT”, diz presidente da federação PSDB-Cidadania
Presidentes de Cidadania e PSDB negam boatos sobre conversas com o PT para eventual acordo que atrapalharia Tarcísio no 1º turno em SP
atualizado
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Em meio às especulações sobre conversas entre o PSDB e o PT para fomentar uma terceira via e tirar votos de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no primeiro turno, os presidentes do PSDB e do Cidadania, legendas que formam uma federação, negaram a possibilidade de uma composição para ajudar a candidatura de Fernando Haddad (PT).
“Não serviremos ao PT”, disse ao Metrópoles o deputado federal Alex Manente (Cidadania), presidente estadual da federação.
Nos bastidores, interlocutores admitem que petistas têm procurado pessoas ligadas a Paulo Serra, presidente estadual do PSDB e pré-candidato ao governo paulista, para incentivar que o tucano mantenha a candidatura e não feche aliança com Tarcísio, o que ajudaria a pulverizar os votos e evitar uma vitória do governador já no primeiro turno.
A avaliação dentro da federação, no entanto, é que a candidatura de Serra não será mantida caso passe a ajudar o PT no contexto da disputa contra Tarcísio.
Embora Serra e o PSDB mantenham a pré-candidatura, lideranças da federação afirmam que a maioria do grupo apoia uma composição com Tarcísio. Por enquanto, a federação tem procurado outras legendas para conversar e atuado para fortalecer a chapa de candidatos.
Dentro dessa estratégia, está o lançamento da pré-candidatura da ex-vereadora Soninha Francine (Cidadania) ao Senado, que deve ser anunciado nas próximas semanas.
Busca por alianças
Após perder a eleição ainda no primeiro turno, em 2022, com o então governador Rodrigo Garcia, encerrando uma hegemonia de quase três décadas comandando do maior estado da federação, o PSDB busca se reestruturar. Em São Paulo, a legenda afirma que ainda buscará alianças com outros partidos antes de decidir se mantém ou não a pré-candidatura de Paulo Serra.
O ex-prefeito de Santo André negou as especulações de que teria se reunido com o presidente estadual do PT, Kiko Celeguim, para um eventual acordo.
“Nenhuma conversa. O PSDB é um adversário histórico do PT. A construção de uma pré-candidatura em São Paulo passa por um processo de reestruturação do partido e por ampliação das nossas alianças partidárias, é o que a gente está buscando. Não tem nenhum diálogo do PT e nem teremos em São Paulo”, disse.
O pré-candidato afirma que tem conversado com partidos como Democracia Cristã, Podemos, Avante e Solidariedade para eventuais alianças. “A nossa indefinição (sobre manter ou não a pré-candidatura) é muito mais por conta de um processo de ampliação das alianças, da capilaridade, e de avaliar se tem espaço para uma terceira candidatura, uma nova via, do que outro tipo de conversa”, afirmou.