Mulher suspeita de envenenar namorado com açaí é denunciada pelo MPSP
Segundo promotor, depoimentos e nova investigação apresentaram elementos suficientes para denunciar mulher por tentativa de homicídio
atualizado
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou Larissa de Souza Batista, de 26 anos, suspeita de envenenar o namorado, Adenilson Ferreira Parente, de 27, com um copo de açaí, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. O homem sobreviveu após ficar internado por ter tomado veneno de rato.
A denúncia, confirmada pelo Metrópoles nesta segunda-feira (13/4), aconteceu após a realização do depoimento da irmã da vítima e de uma funcionária do estabelecimento que vendeu o açaí. O promotor do caso entendeu haver elementos suficientes para denunciar Larissa por tentativa de homicídio qualificado.
A família de Adenilson acredita que Larissa envenenou o namorado propositalmente. A crença foi exposta pela irmã de Adenilson, que foi ouvida pela Polícia Civil na última quarta-feira (8/4). Além dela, uma funcionária do estabelecimento que vendeu o açaí também depôs. Os depoimentos marcaram o encerramento do inquérito policial sobre o caso e agora a investigação segue para o Ministério Público de São Paulo (MPSP).
A polícia já havia finalizado o inquérito no dia 23 de março e indiciou Larissa por tentativa de homicídio qualificado, porém o MPSP devolveu o material e pediu mais duas oitivas.
Indiciamento
- Larissa foi indiciada por tentativa de homicídio qualificado após o encerramento do inquérito policial no dia 23 de março.
- Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), para encerrar o inquérito, as autoridades analisaram o laudo toxicológico, que identificou a substância tóxica no alimento, além de imagens de câmera de segurança que mostram a movimentação de Larissa no local.
- A Polícia Civil também pediu a prisão da mulher.
- À época, a defesa de Larissa afirmou que a suspeita está colaborando com a Justiça e defendeu não haver motivos para a prisão: “O encerramento das investigações ocorreu de modo precipitado e prematuro, isso porque em momento nenhum foi cogitado pela polícia que a Larissa não fosse culpada; deixaram de investigar outros cenários”, afirmou a advogada Jéssica Nozé, que também representa Adenilson.
