Mulher é indiciada por colocar veneno de rato no açaí do namorado
Segundo a polícia, Larissa Batista envenenou o açaí de Adenilson Parente. Defesa contesta versão e fala em investigação “precipitada”
atualizado
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A investigação da Polícia Civil concluiu que Larissa de Souza Batista foi responsável por envenenar o namorado, Adenilson Ferreira Parente, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. O homem foi internado após consumir açaí com veneno de rato no início de fevereiro. O inquérito foi finalizado nesta segunda-feira (23/3).
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as autoridades analisaram o laudo toxicológico, que identificou substância no alimento, além de imagens de câmera de segurança que mostram a movimentação de Larissa no local. Ela foi indiciada por tentativa de homicídio qualificado. A Polícia Civil também pediu a prisão da mulher.
Procurada, a defesa de Larissa afirmou que a suspeita está colaborando com a Justiça e não há motivos para a prisão. “O encerramento das investigações ocorreu de modo precipitado e prematuro, isso porque em momento nenhum foi cogitado pela polícia que a Larissa não fosse culpada; deixaram de investigar outros cenários”, afirmou a advogada Jéssica Nozé, que também representa Adenilson.
A defesa ainda ressaltou que o homem negou que o açaí estivesse burlado. “Adenilson informa que o produto estava ‘montadinho como ele é de fábrica’, palavras dele à polícia. É possível que os autos voltem para a polícia para maiores investigações frente à falta de dados.”
Segundo a advogada, os relatos de Adenilson e Larissa são os mesmos, e a investigação menciona um vídeo em que a mulher dispensa algo no topo do recipiente de açaí, mas não apurou por que o produto está dividido entre camadas visíveis, inclusive no fundo do recipiente, onde estaria o veneno.
Envenenamento em açaí
- Adenilson Ferreira Parente foi internado no dia 5 de fevereiro após comer açaí com uma substância tóxica.
- A investigação da Polícia Civil apontou a namorada de Adenilson, Larissa de Souza Batista, como responsável pelo envenenamento.
- Os policiais argumentam que a mulher colocou a substância no açaí enquanto manuseava o alimento. A possibilidade de contaminação durante o preparo na lanchonete foi descartada, porque o processo foi filmado e não levantou suspeitas.
- Larissa negou o envenenamento. Em nota, a defesa dela argumenta que as investigações foram encerradas de forma “precipitada e prematura” e que as autoridades deixaram de investigar outros cenários porque “em momento nenhum foi cogitado que a Larissa não fosse culpada”.
- Após a internação, Adenilson recebeu alta e está bem de saúde.
