Nu e amarrado: câmera flagrou vítima e suspeito de latrocínio juntos. Vídeo

Câmera de segurança flagrou Rafael de Castro Pereira momentos antes de morrer junto de suspeito de latrocínio

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Nu e amarrado: câmera flagra vítima e acusado de latrocínio juntos - Metrópoles
1 de 1 Nu e amarrado: câmera flagra vítima e acusado de latrocínio juntos - Metrópoles - Foto: Reprodução

O circuito de segurança de um edifício residencial no bairro da Liberdade, na região central de São Paulo, registrou os últimos momentos de Rafael de Castro Pereira, de 33 anos, com vida. Nas imagens, ele aparece junto de Carlos Guilherme de Almeida da Conceição, preso temporariamente nesta segunda-feira (23/3) sob suspeita de latrocínio.

Veja:

As imagens são da madrugada da última quarta-feira (18/3), mas o corpo de Rafael só foi encontrado na sexta (20/3). Ele estava nu, de bruços e com braços e pernas amarrados. O apartamento estava revirado.

Do local, desapareceram o celular e a bicicleta da vítima. A bike foi vista com Carlos Guilherme no elevador, momentos após ele deixar sozinho o apartamento.

O suspeito foi preso temporariamente por agentes da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), da Polícia Civil paulista. No momento da prisão, ele estava com o celular e a bicicleta de Rafael.

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A bicicleta e o celular da vítima, que haviam desaparecido do apartamento, foram encontrados com o suspeito de latrocínio
Carlos Guilherme de Almeida da Conceição é acusado de matar Rafael de Castro Pereira, de 33 anos. Ele foi preso temporariamente
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Carlos Guilherme de Almeida da Conceição é acusado de matar Rafael de Castro Pereira, de 33 anos. Ele foi preso temporariamente

Polícia Civil de São Paulo
A bicicleta e o celular da vítima, que haviam desaparecido do apartamento, foram encontrados com o suspeito de latrocínio
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A bicicleta e o celular da vítima, que haviam desaparecido do apartamento, foram encontrados com o suspeito de latrocínio

Polícia Civil de São Paulo

Vítima levou rapaz desconhecido para apartamento

Foi uma amiga de Rafael quem encontrou o corpo. Em depoimento à polícia, ela detalhou os últimos momentos do rapaz, e destacou que ele levou um homem desconhecido ao apartamento momentos antes de não responder mais às tentativas de contato.

Segundo a amiga, ela e Rafael haviam ido juntos ao Parque da Aclimação, na zona sul da capital paulista, na terça-feira (17/3). Naquela noite, eles se juntaram com outros dois amigos e foram para um bar, na Baixada do Glicério, região central.

Por volta das 3h de quarta-feira (18/3), a amiga e Rafael foram ao apartamento onde ele morava. Lá, por volta das 4h30, Rafael desceu. De acordo com o depoimento, ela não sabia o que ele tinha ido fazer, mas acreditava ser algo relacionado a drogas, já que o amigo era usuário de cocaína e maconha.

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Policiais militares em frente a prédio onde homem foi encontro nu e morto em apartamento, na Liberdade, região central de SP
Rafael de Castro Pereira, de 33 anos, encontrado morto em apartamento na Liberdade
Rafael de Castro Pereira, de 33 anos, encontrado morto em apartamento na Liberdade
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Rafael de Castro Pereira, de 33 anos, encontrado morto em apartamento na Liberdade

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Policiais militares em frente a prédio onde homem foi encontro nu e morto em apartamento, na Liberdade, região central de SP
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Policiais militares em frente a prédio onde homem foi encontro nu e morto em apartamento, na Liberdade, região central de SP

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Rafael de Castro Pereira, de 33 anos, encontrado morto em apartamento na Liberdade
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Rafael de Castro Pereira, de 33 anos, encontrado morto em apartamento na Liberdade

Reprodução/Polícia Civil

Quando subiu novamente, Rafael estava acompanhado de um rapaz que a amiga não conhecia. Segundo o relato, “o próprio Rafael disse que não conhecia o rapaz”. Ela foi embora por volta das 5h e deixou os dois homens no apartamento.

Ainda na quarta-feira, por volta das 16h, ela e Rafael se falaram por WhatsApp. Ela não notou nenhuma diferença nas mensagens enviadas pelo amigo e perguntou se o rapaz ainda estava na casa dele. Ele respondeu que sim.

Na quinta-feira (19/3), a amiga mandou mensagem para Rafael, às 19h, mas não obteve resposta. Ela e um outro amigo foram ao apartamento na Liberdade para procurar o rapaz. Eles bateram na porta, mas não foram atendidos.

Como Rafael era do Rio de Janeiro e morava em São Paulo havia mais de dois anos e sem família por perto, a amiga tinha a chave da unidade e abriu a porta, segundo relatou à polícia.

Ao entrarem no apartamento, os amigos sentiram um cheiro forte e notaram que o imóvel estava revirado, além de que haviam muitas roupas em cima do corpo de Rafael, que estava caído ao lado da cama, no quarto.

A amiga deu falta da bicicleta de Rafael – avaliada em cerca de R$ 1.000 – e do celular da vítima.

De acordo com a amiga, Rafael era homossexual e tinha costume de se encontrar com pessoas que conhecia em apps de relacionamento, além da questão do uso de drogas. “Por esses dois motivos, era comum que Rafael levasse para seu apartamento pessoas que não conhecia muito bem”, disse no depoimento. Ela também afirmou que ele havia sido demitido recentemente.

De acordo com informações iniciais da equipe pericial, estima-se que a morte tenha ocorrido entre a noite de quarta e a madrugada de quinta-feira.

Além de estar sem roupas, Rafael estava deitado de bruços em um dos cômodos do apartamento quando foi encontrado pela amiga. Logo ao chegar no local, os policiais militares que atenderam a ocorrência sentiram cheiro forte e viram que a casa estava toda revirada.

“O corpo estava com os pés e mãos amarrados, de bruços, sem roupas, ao lado da cama e coberto com roupas diversas. Havia sinais de violência física no corpo, aparentando ter sido espancado”, descreveram os agentes.

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