Polícia prende suspeito de matar homem encontrado nu e amarrado
Carlos Guilherme de Almeida da Conceição, suspeito de latrocínio, foi preso temporariamente. A vítima foi encontrada nua e amarrada
atualizado
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta segunda-feira (23/3) um homem suspeito de cometer latrocínio em um apartamento no bairro da Liberdade, na região central da capital paulista, na última sexta (20/3).
Carlos Guilherme de Almeida da Conceição (foto em destaque) é acusado de matar Rafael de Castro Pereira (fotos abaixo), de 33 anos. A vítima – que é natural do Rio de Janeiro e morava em São Paulo há dois anos – foi encontrada nua, de bruços e com braços e pernas amarrados.
O suspeito foi preso temporariamente na madrugada desta segunda por agentes da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), da Polícia Civil paulista. Com ele foram encontrados o celular e a bicicleta da vítima, que haviam desaparecido do apartamento.
Vítima levou rapaz desconhecido para apartamento
Foi uma amiga de Rafael quem encontrou o corpo dele. Em depoimento à polícia, ela detalhou os últimos momentos do rapaz, e destacou que ele levou um homem desconhecido ao apartamento momentos antes de não responder mais às tentativas de contato.
Segundo a amiga, ela e Rafael haviam ido juntos ao Parque da Aclimação, na zona sul da capital paulista, na terça-feira (17/3). Na noite do mesmo dia, eles se juntaram com outros dois amigos e foram para um bar, na Baixada do Glicério, região central.
Por volta das 3h de quarta-feira (18/3), a amiga e Rafael foram ao apartamento onde ele morava. Lá, por volta das 4h30, Rafael desceu. De acordo com o depoimento, ela não sabia o que ele tinha ido fazer, mas acreditava ser algo relacionado a drogas, já que o amigo era usuário de cocaína e maconha.
Quando subiu novamente, Rafael estava acompanhado de um rapaz que a amiga não conhecia. Segundo o relato, “o próprio Rafael disse que não conhecia o rapaz”. Ela foi embora por volta das 5h e deixou os dois homens no apartamento.
Ainda na quarta-feira, por volta das 16h, ela e Rafael se falaram por WhatsApp. Ela não notou nenhuma diferença nas mensagens enviadas pelo amigo e perguntou se o rapaz ainda estava na casa dele. Ele respondeu que sim.
Na quinta-feira (19/3), a amiga mandou mensagem para Rafael às 19h, mas não obteve resposta. Ela e um outro amigo foram ao apartamento na Liberdade para procurar o rapaz. Eles bateram na porta, mas não foram atendidos.
Como Rafael era do Rio de Janeiro e morava em São Paulo há mais de dois anos sem família por perto, a amiga tinha a chave da unidade e abriu a porta, segundo relatou à polícia.
Ao entrarem no apartamento, os amigos sentiram um cheiro forte e notaram que o imóvel estava revirado, além de que haviam muitas roupas em cima do corpo de Rafael, que estava caído ao lado da cama, no quarto.
A amiga deu falta da bicicleta de Rafael – avaliada em cerca de R$ 1.000 – e do celular da vítima.
De acordo com a amiga, Rafael era homossexual e tinha costume de se encontrar com pessoas que conhecia em apps de relacionamento, além da questão do uso de drogas. “Por esses dois motivos, era comum que Rafael levasse para seu apartamento pessoas que não conhecia muito bem”, disse no depoimento. Ela também afirmou que ele havia sido demitido recentemente.
De acordo com informações iniciais da equipe pericial, estima-se que a morte tenha ocorrido entre a noite de quarta e a madrugada de quinta-feira.
Além de estar sem roupas, Rafael estava deitado de bruços em um dos cômodos do apartamento quando foi encontrado pela amiga. Logo ao chegar no local, os policiais militares que atenderam a ocorrência sentiram cheiro forte e viram que a casa estava toda revirada.
“O corpo estava com os pés e mãos amarrados, de bruços, sem roupas, ao lado da cama e coberto com roupas diversas. Havia sinais de violência física no corpo, aparentando ter sido espancado”, descreveram os agentes.










