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São Paulo

"Vai beijar o diabo", disse mulher horas antes de matar namorado em SP

Mensagens enviadas por Geovanna Proque antes de matar namorado mostram ameaças e são tratadas como indícios de premeditação do crime

31/12/2025 02:30, atualizado 31/12/2025 08:49
Reprodução / Polícia Civil
Mensagens enviadas por Geovanna Proque antes de matar namorado mostram ameaças e são tratadas como indícios de premeditação do crime - Metrópoles

Antes de matar namorado, Geovanna Proque de Oliveira, de 21 anos, enviou mensagens ameaçadoras diretamente a Raphael Canuto Costa, afirmando que ele iria “beijar o diabo”. As conversas, extraídas do WhatsApp e apresentadas à Polícia Civil de São Paulo, são consideradas pelos investigadores peças centrais da investigação e reforçam a suspeita de que o homicídio tenha sido premeditado e motivado por ciúmes.

Nas mensagens, Geovanna Proque faz cobranças sobre o comportamento do namorado e demonstra insatisfação com o relacionamento. Em um dos trechos, ela chega a escrever que iria até o local “pegar a faca da picanha para cortar seu pescoço”, conforme consta nos registros analisados pela polícia.

Em seguida, utiliza expressões como “anseio de ter” e “tédio de possuir”, indicando um discurso marcado por frustração e controle. Raphael responde com um áudio de cerca de 13 segundos. Logo depois, Geovanna rebate com a mensagem “tudo você leva na brincadeira, né?” e envia uma sequência de três mensagens — que foram apagadas pouco após o envio, segundo a Polícia Civil.

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Mensagens enviadas antes do crime
Geovanna Proque matou o namorado e uma amiga dele, em 28 de dezembro, ao atingir a moto em que eles estavam com um carro em alta velocidade
Raphael Canuto Costa e Joyce Correa da Silva, perseguidos e mortos pela namorada dele na zona sul de São Paulo
Câmeras de segurança registraram o momento do crime
Mensagens enviadas por Geovanna Proque antes de matar namorado mostram ameaças e são tratadas como indícios de premeditação do crime
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Mensagens enviadas por Geovanna Proque antes de matar namorado mostram ameaças e são tratadas como indícios de premeditação do crime

WhatsApp/Polícia Civil/Reprodução
Mensagens enviadas antes do crime
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Mensagens enviadas antes do crime

WhatsApp/Polícia Civil/Reprodução
Geovanna Proque matou o namorado e uma amiga dele, em 28 de dezembro, ao atingir a moto em que eles estavam com um carro em alta velocidade
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Geovanna Proque matou o namorado e uma amiga dele, em 28 de dezembro, ao atingir a moto em que eles estavam com um carro em alta velocidade

Redes Sociais/Reprodução
Raphael Canuto Costa e Joyce Correa da Silva, perseguidos e mortos pela namorada dele na zona sul de São Paulo
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Raphael Canuto Costa e Joyce Correa da Silva, perseguidos e mortos pela namorada dele na zona sul de São Paulo

TV Globo/Reprodução
Câmeras de segurança registraram o momento do crime
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Câmeras de segurança registraram o momento do crime

Câmeras de segurança/Reprodução

De acordo com o material analisado, Geovanna afirmou de forma explícita que queria matar Raphael, após saber que ele fazia um churrasco, em casa, com a presença de amigas. As ameaças foram enviadas poucas horas antes de matar Raphael Canuto Correa, de 21 anos, e a amiga dele, Joyce Correa da Silva, de 19, na madrugada do último domingo (28/12), na zona sul de São Paulo.

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Diagnóstico de depressão

Geovanna apresentou à Polícia Civil laudos médicos para tentar comprovar que sofre de depressão e realiza acompanhamento psiquiátrico. A documentação foi anexada ao inquérito e indica que Geovanna chegou a solicitar auxílio por incapacidade temporária, o antigo auxílio-doença, junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No relatório de perícia médica realizado em 7 de novembro, o médico do trabalho Vinício Caio Baptista Rossi apontou que a jovem apresentava “ideação suicida” e fazia uso de medicamentos controlados. Segundo o documento, Geovanna possui histórico de depressão desde os 15 anos e teria iniciado uma crise em julho de 2025, com quadro de difícil controle. O laudo informa ainda que ela estava em acompanhamento com psiquiatra e psicólogo e recebeu afastamento médico por dois meses, no período de 23 de outubro a 21 de dezembro.