MPSP denuncia ex-lideranças da Mancha por ameaças contra Leila Pereira
A denúncia tem ligação com um protesto realizado em junho de 2023 em frente à sede da Crefisa, empresa presidida por Leila Pereira, em SP

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou três ex-lideranças da Mancha alvi Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, por ameaça contra a presidente do clube, Leila Pereira. A denúncia tem ligação com um protesto, realizado em junho de 2023, em frente à sede da Crefisa, no bairro Jardim América, em São Paulo.
Na ocasião, Jorge Luis Sampaio Santos, Felipe Mattos dos Santos (“Fezinho”), e Thiago Amorim de Melo (“Pato Roko”) lideraram uma manifestação, que contou com o apoio de centenas de torcedores, em tentativa de intimidar Leila e bloquear o acesso à sede da empresa. Segundo o MPSP, os acusados tinham o objetivo de pressionar a presidente do Palmeiras após ela encerrar os repasses financeiros destinados à torcida organizada.
A denúncia destacou que o protesto incentivou a divulgação de mensagens violentas por parte da torcida palmeirense. Ameaças de morte contra Leila Pereira foram registradas nas redes sociais.
A autoridade enquadrou os acusados nos crimes previstos pelo artigo 147 (ameaça) combinado com o artigo 29 (concurso de pessoas) do Código Penal, e pediu o pagamento de uma indenização mínima por danos materiais e morais.
Os acusados estão presos preventivamente por outra investigação, que apura uma emboscada organizada pela Mancha alvi Verde contra a Máfia Azul, torcida organizada do Cruzeiro, na Rodovia Fernão Dias, na altura de Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, em outubro de 2024. Um torcedor mineiro morreu na ocasião.
O que dizem as defesas
A advogada Mariana Fleming, representante do Felipe Mattos, informou à reportagem que a defesa “desconhece os termos da imputação formulada em desfavor de Felipe”. No entanto, ela saiu em defesa da inocência de Felipe no caso.
“A participação em manifestações pacíficas, assegurada pelo ordenamento jurídico, não pode ser indevidamente desvirtuada para fins de caracterização de conduta delituosa, tampouco utilizada para criar contexto artificial de conflituosidade em relação a fatos diversos que ainda estão sob apuração”, escreveu Mariana Fleming.
A presidente Leila Pereira e a Mancha foram procuradas pela reportagem, mas não retornaram até a publicação desta reportagem. O Metrópoles também contatou os representantes dos demais acusados, que ainda não responderam. O espaço segue aberto.

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