Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

MPSP arquiva denúncia contra Frota sobre contratação de show de pagode

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) arquivou denúncia sobre contratação de empresa de assessora de Alexandre Frota para show de pagode

12/08/2025 15:40, atualizado 12/08/2025 15:41
Compartilhar notícia
Reprodução/Redes Sociais
Foto de Alexandre Frota em frente ao letreiro do Minstério Público de São Paulo

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) arquivou uma denúncia contra a Prefeitura de Cotia, que envolve o ex-deputado Alexandre Frota (PDT), hoje vereador no município.

A Secretaria Municipal de Cultura, chefiada por Pedro Henrique Peixoto, autor da biografia de Frota, contratou a banda Negritude Júnior, assessorada pela empresa de Roneia Forte, então assessora parlamentar do vereador.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O MPSP comentou a amizade de Peixoto e Frota e disse que não houve nepotismo, “tendo em vista que os cargos de Secretários Municipais são de livre nomeação pelo Chefe do Poder Executivo”. A afirmação consta da promoção de arquivamento assinada pela promotora, Lúcia Nunes Bromerchenkel, da 4ª Promotoria de Justiça de Cotia, na quinta-feira passada (7/8).

MPSP arquiva denúncia contra Frota sobre contratação de show de pagode - destaque galeria
6 imagens
Após "fiscalização" em unidades de saúde, Frota foi denunciado pelo Cremesp e corre risco de cassação
Alexandre Frota.
Nas redes sociais, Frota (PDT) passa a imagem de um vereador atuante nas ruas, inclusive podando árvores e ajudando a tapar buracos no asfalto
O atual secretário de Cultura de Cotia escreveu a biografia do vereador Alexandre Frota (PDT)
O secretário de Cultura e biógrafo de Alexander Frota, Pedro Henrique Peixoto (PDT), assinou contrato com a assessora do vereador
Em janeiro deste ano, Alexandre Frota (PDT) tomou posse como vereador de Cotia (SP)
1 de 6

Em janeiro deste ano, Alexandre Frota (PDT) tomou posse como vereador de Cotia (SP)

Divulgação
Após "fiscalização" em unidades de saúde, Frota foi denunciado pelo Cremesp e corre risco de cassação
2 de 6

Após "fiscalização" em unidades de saúde, Frota foi denunciado pelo Cremesp e corre risco de cassação

Divulgação
Alexandre Frota.
3 de 6

Alexandre Frota.

Reprodução/Redes Sociais
Nas redes sociais, Frota (PDT) passa a imagem de um vereador atuante nas ruas, inclusive podando árvores e ajudando a tapar buracos no asfalto
4 de 6

Nas redes sociais, Frota (PDT) passa a imagem de um vereador atuante nas ruas, inclusive podando árvores e ajudando a tapar buracos no asfalto

Reprodução/Redes Sociais
O atual secretário de Cultura de Cotia escreveu a biografia do vereador Alexandre Frota (PDT)
5 de 6

O atual secretário de Cultura de Cotia escreveu a biografia do vereador Alexandre Frota (PDT)

Reprodução/Redes Sociais
O secretário de Cultura e biógrafo de Alexander Frota, Pedro Henrique Peixoto (PDT), assinou contrato com a assessora do vereador
6 de 6

O secretário de Cultura e biógrafo de Alexander Frota, Pedro Henrique Peixoto (PDT), assinou contrato com a assessora do vereador

Em depoimento ao Ministério Público, Roneia disse que é casada há 28 anos com Claudinho, integrante da banda, e que “não sabia que não poderia efetuar o contrato com a Prefeitura após estar na equipe do vereador Alexandre”.

De janeiro a maio, Roneia esteve lotada no gabinete do ex-deputado, mas acabou perdendo o cargo público após a contratação, pela Prefeitura de Cotia, da banda que ela também atua como agente.

Ainda de acordo com a assessora, a contratação da banda Negritude Jr. foi abaixo do valor de mercado. Os cachês da banda variam entre R$ 80 mil e R$ 400 mil. A Prefeitura de Cotia contratou o grupo por R$ 67 mil.

A empresa que representa o Negritude Júnior já foi investigada pelo Ministério Público em outro caso de suposto superfaturamento em um show, em Campinas. O inquérito aberto em 2024 pela promotora Cristiane Corrêa de Souza Hillal apura se os shows fazem parte de um esquema de rachadinha, envolvendo emendas no Orçamento municipal e “acertos ilícitos entre vereadores e artistas”.