Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão

Tenente-coronel é réu e segue atrás das grades pelo feminicídio da esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, e por fraude processual

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/TJM
Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela com ambas as mãos para o alto - Metrópoles
1 de 1 Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela com ambas as mãos para o alto - Metrópoles - Foto: Reprodução/TJM

Na quarta-feira (18/3), mesmo dia em que foi preso pelo feminicídio da esposa, a PM Gisele Alves Santana, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi submetido a uma audiência de custódia, iniciada às 18h, após a qual sua permanência atrás das grades foi mantida pelo Tribunal de Justiça Militar (TJM).

O procedimento, rotineiro em tribunais, foi registrado em vídeo (assista abaixo).

 

O oficial da PM foi preso na manhã do mesmo dia em um apartamento em São José dos Campos, interior paulista, no qual permanecia desde que a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi morta com um tiro na cabeça – disparado pela arma do oficial.

Geraldo Neto, desde 18 de fevereiro – data do feminicídio –, afirma que a esposa se suicidou, versão mantida até o momento por ele e pelos defensores que o representam.

Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - destaque galeria
19 imagens
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 2
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 3
Dentro do apartamento, agentes evitam contato com o sangue da vítima no chão
Coronel circula pelo imóvel e questiona posição de objetos no quarto
Cabo impede a entrada e alerta que o imóvel está preservado para perícia
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 1
1 de 19

Reprodução/TJM
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 2
2 de 19

Reprodução/TJM
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 3
3 de 19

Reprodução/Polícia Civil
Dentro do apartamento, agentes evitam contato com o sangue da vítima no chão
4 de 19

Dentro do apartamento, agentes evitam contato com o sangue da vítima no chão

Reprodução/Polícia Civil
Coronel circula pelo imóvel e questiona posição de objetos no quarto
5 de 19

Coronel circula pelo imóvel e questiona posição de objetos no quarto

Reprodução/Polícia Civil
Cabo impede a entrada e alerta que o imóvel está preservado para perícia
6 de 19

Cabo impede a entrada e alerta que o imóvel está preservado para perícia

Reprodução/Polícia Civil
Coronel chega ao local e tenta entrar no apartamento onde a esposa foi encontrada baleada
7 de 19

Coronel chega ao local e tenta entrar no apartamento onde a esposa foi encontrada baleada

Reprodução/Polícia Civil
Neto permaneceu no apartamento das 9h06 até 9h29
8 de 19

Neto permaneceu no apartamento das 9h06 até 9h29

Reprodução/Polícia Civil
Oficial foi acompanhado por amigo desembargador
9 de 19

Oficial foi acompanhado por amigo desembargador

Reprodução/Polícia Civil
Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
10 de 19

Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia

Reprodução/Polícia Civil
Oficial ignora recomendação e cruza a porta do imóvel acompanhado por policiais
11 de 19

Oficial ignora recomendação e cruza a porta do imóvel acompanhado por policiais

Reprodução/Polícia Civil
Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento
12 de 19

Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento

Reprodução/Polícia Civil
Conversas revelam tensão e dificuldade dos policiais em conter superior na cena
13 de 19

Conversas revelam tensão e dificuldade dos policiais em conter superior na cena

Reprodução/Polícia Civil
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 14
14 de 19

Reprodução/Câmera Monitoramento
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 15
15 de 19

Arquivo Pessoal
O PM Geraldo Neto no momento da prisão por feminicídio
16 de 19

O PM Geraldo Neto no momento da prisão por feminicídio

Reprodução/TV Globo
O PM Geraldo Neto (no meio no banco de trás) foi preso em São José dos Campos por feminicídio
17 de 19

O PM Geraldo Neto (no meio no banco de trás) foi preso em São José dos Campos por feminicídio

Reprodução/TV Globo
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 18
18 de 19

Reprodução
O tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana
19 de 19

O tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana

Reprodução/Redes sociais

Além do assassinato duplamente qualificado – por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima –, ele é réu por fraude processual, pelo fato de manipular a cena do crime, com o intuito de embasar seu álibi de inocência, conforme inquérito policial.

Além do mandado de prisão, expedido e cumprido pelo TJM, a Justiça comum também decretou a prisão do tenente-coronel, 28 horas após solicitação do 8º DP (Brás), responsável pela investigação do caso.

Atrás das grades

Trajando camisa amarela e calça cáqui, uniforme dos detentos do Romão Gomes, o tenente-coronel Geraldo Neto respondeu às questões levantadas pela Justiça Militar.

Com o semblante sério e abatido, ele relata como foi sua prisão, feita pela Corregedoria da PM, ressaltando o tratamento “cordial” com o qual os policiais o conduziram do interior até a capital paulista.

Em São Paulo, ele foi conduzido diretamente à Corregedoria, onde prestou um primeiro depoimento. Depois, esteve no 8º DP, onde foi interrogado novamente e, na sequência, conduzido ao Hospital da Polícia Militar, na zona norte paulistana, para a reavaliação de exame de corpo de delito. Já avaliado por médicos, ele foi conduzido ao presídio.

Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - destaque galeria
13 imagens
WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
Soldado foi ferida com a arma do marido
Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas
Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
1 de 13

Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas

Arquivo Pessoal
WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada
2 de 13

WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada

Arquivo Pessoal
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
3 de 13

No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita

Arquivo Pessoal
Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
4 de 13

Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado

Arquivo Pessoal
Soldado foi ferida com a arma do marido
5 de 13

Soldado foi ferida com a arma do marido

Arquivo Pessoal
Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas
6 de 13

Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas

Arquivo Pessoal
Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro
7 de 13

Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro

Arquivo Pessoal
A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento
8 de 13

A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento

Arquivo Pessoal
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 9
9 de 13

Reprodução/Redes Sociais
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 10
10 de 13

Arte/Metrópoles
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
11 de 13

Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
12 de 13

Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

Instagram/Reprodução
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
13 de 13

Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

Instagram/Reprodução

Nas dependências do Romão Gomes, o oficial acompanhou a audiência de custódia via chamada de vídeo. Ele foi inquirido pela Justiça e destacou o desconforto provocado pela presença da imprensa nos locais por onde ele havia passado antes de ir para atrás das grades.

“Enquanto [sobre] a imprensa no local, eu estava me sentindo constrangido [em] ver a quantidade de repórteres e pessoal da imprensa na porta, em frente da delegacia, da Corregedoria.”

Ele também destacou o fato de que não conseguiu comer a marmita que lhe foi ofertada nos trajetos feitos durante o dia, indicando que estava sem apetite.

“Suicídio”

Perguntado sobre a apreensão de alguma arma, após o crime, ele mencionou a utilizada no feminicídio de Gisele, mas destacando que a vítima teria usado a pistola calibre ponto 40 para tirar a própria vida.

“Minha esposa cometeu suicídio. Porque ela se suicidou com a minha arma no meu apartamento no Brás.”

O oficial finalizou sua fala à Justiça Militar afirmando fazer uso de medicamento para controlar pressão alta, em momentos pontuais. “Quando fico muito estressado por algum motivo, nervoso, sobe minha pressão e preciso tomar um capitopril [remédio para hipertensão].”

Nesta sexta-feira (20/3), Geraldo Neto precisou de atendimento médico, devido a um crise de pressão alta, segundo fontes que acompanham o caso.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?