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São Paulo

Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão

Tenente-coronel é réu e segue atrás das grades pelo feminicídio da esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, e por fraude processual

20/03/2026 15:36, atualizado 20/03/2026 20:18
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Reprodução/TJM
Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela com ambas as mãos para o alto. Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto - Metrópoles

Na quarta-feira (18/3), mesmo dia em que foi preso pelo feminicídio da esposa, a PM Gisele Alves Santana, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi submetido a uma audiência de custódia, iniciada às 18h, após a qual sua permanência atrás das grades foi mantida pelo Tribunal de Justiça Militar (TJM).

O procedimento, rotineiro em tribunais, foi registrado em vídeo (assista abaixo).

O oficial da PM foi preso na manhã do mesmo dia em um apartamento em São José dos Campos, interior paulista, no qual permanecia desde que a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi morta com um tiro na cabeça – disparado pela arma do oficial.

Geraldo Neto, desde 18 de fevereiro – data do feminicídio –, afirma que a esposa se suicidou, versão mantida até o momento por ele e pelos defensores que o representam.

Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - destaque galeria
19 imagens
Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 3
Dentro do apartamento, agentes evitam contato com o sangue da vítima no chão
Coronel circula pelo imóvel e questiona posição de objetos no quarto
Cabo impede a entrada e alerta que o imóvel está preservado para perícia
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 1
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Reprodução/TJM
Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil

Reprodução/TJM
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 3
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Reprodução/Polícia Civil
Dentro do apartamento, agentes evitam contato com o sangue da vítima no chão
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Dentro do apartamento, agentes evitam contato com o sangue da vítima no chão

Reprodução/Polícia Civil
Coronel circula pelo imóvel e questiona posição de objetos no quarto
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Coronel circula pelo imóvel e questiona posição de objetos no quarto

Reprodução/Polícia Civil
Cabo impede a entrada e alerta que o imóvel está preservado para perícia
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Cabo impede a entrada e alerta que o imóvel está preservado para perícia

Reprodução/Polícia Civil
Coronel chega ao local e tenta entrar no apartamento onde a esposa foi encontrada baleada
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Coronel chega ao local e tenta entrar no apartamento onde a esposa foi encontrada baleada

Reprodução/Polícia Civil
Neto permaneceu no apartamento das 9h06 até 9h29
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Neto permaneceu no apartamento das 9h06 até 9h29

Reprodução/Polícia Civil
Oficial foi acompanhado por amigo desembargador
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Oficial foi acompanhado por amigo desembargador

Reprodução/Polícia Civil
Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia

Reprodução/Polícia Civil
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais

Polícia Civil/Reprodução
Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento
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Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento

Reprodução/Polícia Civil
Conversas revelam tensão e dificuldade dos policiais em conter superior na cena
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Conversas revelam tensão e dificuldade dos policiais em conter superior na cena

Reprodução/Polícia Civil
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 14
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Reprodução/Câmera Monitoramento
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio

Arquivo pessoal
O PM Geraldo Neto no momento da prisão por feminicídio
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O PM Geraldo Neto no momento da prisão por feminicídio

Reprodução/TV Globo
O PM Geraldo Neto (no meio no banco de trás) foi preso em São José dos Campos por feminicídio
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O PM Geraldo Neto (no meio no banco de trás) foi preso em São José dos Campos por feminicídio

Reprodução/TV Globo
Morte da PM Gisele: veja vídeos inéditos de coronel na prisão - imagem 18
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Reprodução
O tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana
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O tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana

Reprodução/Redes sociais

Além do assassinato duplamente qualificado – por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima –, ele é réu por fraude processual, pelo fato de manipular a cena do crime, com o intuito de embasar seu álibi de inocência, conforme inquérito policial.

Além do mandado de prisão, expedido e cumprido pelo TJM, a Justiça comum também decretou a prisão do tenente-coronel, 28 horas após solicitação do 8º DP (Brás), responsável pela investigação do caso.

Atrás das grades

Trajando camisa amarela e calça cáqui, uniforme dos detentos do Romão Gomes, o tenente-coronel Geraldo Neto respondeu às questões levantadas pela Justiça Militar.

Com o semblante sério e abatido, ele relata como foi sua prisão, feita pela Corregedoria da PM, ressaltando o tratamento “cordial” com o qual os policiais o conduziram do interior até a capital paulista.

Em São Paulo, ele foi conduzido diretamente à Corregedoria, onde prestou um primeiro depoimento. Depois, esteve no 8º DP, onde foi interrogado novamente e, na sequência, conduzido ao Hospital da Polícia Militar, na zona norte paulistana, para a reavaliação de exame de corpo de delito. Já avaliado por médicos, ele foi conduzido ao presídio.

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WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
Soldado foi ferida com a arma do marido
PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel
Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas

Arquivo Pessoal
WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada
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WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada

Arquivo Pessoal
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
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No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita

Arquivo Pessoal
Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
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Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado

Arquivo Pessoal
Soldado foi ferida com a arma do marido
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Soldado foi ferida com a arma do marido

Arquivo Pessoal
PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel
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PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel

Arquivo Pessoal
Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro
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Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro

Arquivo Pessoal
A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento
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A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento

Arquivo Pessoal
Gisele foi encontrada morta em fevereiro
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro

Redes Sociais/Reprodução
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Arte/Metrópoles
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

Instagram/Reprodução
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

Instagram/Reprodução

Nas dependências do Romão Gomes, o oficial acompanhou a audiência de custódia via chamada de vídeo. Ele foi inquirido pela Justiça e destacou o desconforto provocado pela presença da imprensa nos locais por onde ele havia passado antes de ir para atrás das grades.

“Enquanto [sobre] a imprensa no local, eu estava me sentindo constrangido [em] ver a quantidade de repórteres e pessoal da imprensa na porta, em frente da delegacia, da Corregedoria.”

Ele também destacou o fato de que não conseguiu comer a marmita que lhe foi ofertada nos trajetos feitos durante o dia, indicando que estava sem apetite.

“Suicídio”

Perguntado sobre a apreensão de alguma arma, após o crime, ele mencionou a utilizada no feminicídio de Gisele, mas destacando que a vítima teria usado a pistola calibre ponto 40 para tirar a própria vida.

“Minha esposa cometeu suicídio. Porque ela se suicidou com a minha arma no meu apartamento no Brás.”

O oficial finalizou sua fala à Justiça Militar afirmando fazer uso de medicamento para controlar pressão alta, em momentos pontuais. “Quando fico muito estressado por algum motivo, nervoso, sobe minha pressão e preciso tomar um capitopril [remédio para hipertensão].”

Nesta sexta-feira (20/3), Geraldo Neto precisou de atendimento médico, devido a um crise de pressão alta, segundo fontes que acompanham o caso.

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